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Cinema e Teatro

Labirinto Kafka: Livremente inspirado na obra de Franz Kafka

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Adaptação e Encenação: Janssen Hugo Lage ("CEMITÉRIO DE ELEFANTES", "CALÍGULA", "SONHOS", "OTELO", "INTRETOM", "MULHERES DE SANGUE", “A TEMPESTADE", "REI LEAR", "HAMLET" entre outros espetáculos de sucesso, criador do Teatro Fractal e da Linguagem teatral: Ritos - Método do Ator.)

Chega a São Paulo dia 06 de agosto o fenômeno cultural que levou milhares de pessoas ao teatro no Rio Grande do Sul.

A peça “Labirinto Kafka”entra em cartaz no Teatro João Caetano, localizado à Rua Borges Lagoa, 675 – Vila Clementina, em São Paulo / SP, de 6 de agosto à 12 de setembro, todas as sextas,  sábados (21h) e domingos (19h).

O espetáculo dirigido e adaptado pelo diretor Janssen Hugo Lage foi livremente inspirado na Obra de Franz Kafka e teve sua primeira encenação em janeiro de 2009 no Theatro São Pedro, em Porto Alegre / RS, lotando o tradicional teatro gaúcho. Após o sucesso da estréia a peça passou por temporadas no Teatro do SESC e Teatro Glênio Perez, ambos também em Porto Alegre, e viajou por cidades, como: Farroupilha, Campo Bom, Alvorada, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Gravataí, Rosário do Sul, São Gabriel, Caxias do Sul, entre outras.

Logo no ano da estréia faturou também 8 prêmios no X Festival Internacional Rosário em Cena -2009, incluindo: Melhor Espetáculo Adulto, Melhor Direção e Prêmio Especial do Júri.

Agora em São Paulo o espetáculo conta com treze atores em cena e 1 tonelada de cenário feito de fardos de jornais, que representam os processos que jamais são solucionados.

espetculo-franz-kafka

Serviço:

Labirinto Kafka no Teatro João Caetano

Endereço: Rua Borges Lagoa, 656 – Vila Clementina, São Paulo / SP

Telefone: 11 5573-3774

Temporada: 06/08 à 12/09/10

Dias e horários: Sextas e sábados (21h) – Domingo (19h)

Valores dos ingressos: R$ 10,00

Melhor Idade, Estudantes e Classe Artística: R$ 5,00

 

Sinopse

O primeiro ato, 'O Processo', conta o aterrorizante drama de Josef K. respeitável funcionário de banco que é preso de modo súbito e estranho. Ele tenta defender-se contra uma acusação que nunca lhe é formalmente apresentada e sobre a qual não consegue obter informações. O segundo ato, 'A Metamorfose', traz um fôlego inicial absolutamente fantástico. "Uma manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregor Samsa se dá conta que está transformado num gigantesco inseto".

É deste modo que Kafka inicia a história de Gregor, um caixeiro-viajante que trabalha por obrigação e deixou de ter vida própria para suportar financeiramente todas as despesas de casa. A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose. Mais tarde, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. A metamorfose de Kafka é, sobretudo, uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui-generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo.

 

Ficha Técnica

Elenco: Anderson Cicconne, Mariana Brum, Jonh Robert, Leandro Borges, Ângela Aita, Tathiana Moraes, Gabriela Ramos, Raisa Rocha, Mauricio Fulber, Paula Spineli, Karen Monteiro, Raquel Pesanha e Tatiana Setton.

Texto, encenação, cenário, figurinos e iluminação Janssen Hugo Lage

Produção executiva Kely Nascimento

Trilha sonora original Alexandre Montaury

Identidade visual Gabriela Dalto e Fortuna

Assessoria de imprensa Daniela Ribeiro

Assistente de Figurinos Gabriela Ramos

Diagramação Mariana Brum

Assistente de luz C. Benevides e Thatiana Moraes

Assistente de produção Ângela Aita

Mixagem e marterização Rodrigo Trevisan

Confecção dos figurinos Jofabio Matias

Operador de luz Victor Fernandes

Operador de som Marcela Blessa

Produtor associado Luiz Chiapeta Dupont

Uma produção Confraria dos Ritos - Kely Nascimento e Janssen Hugo Lage

jansen-hugo-lageJanssen Hugo Lage é brasileiro, dramaturgo, encenador, produtor e iniciou seu trabalho em produções teatrais em 1983. Diretor da Mega Produção – OTELO em 1999, como o ator Northon Nascimento no principal papel, levou mais de 100.000 pessoas ao teatro em seis meses de temporada por todo o país.

Após um período de quase cinco anos realizando projetos teatrais e culturais na Europa, Janssen retoma sua carreira no Brasil com este projeto que dá continuidade a um trabalho intenso na aplicação da sua linguagem para interpretação cênica: Ritos Método do Ator, onde a encenação utiliza-se de uma seqüência de fragmentos que revelam ao público o universo no qual Franz Kafka trabalhou por toda a sua vida.

 

Método

RITOS - MÉTODO DO ATOR foi concebido em 1990 por Janssen Hugo Lage. Este método para o ator foi desenvolvido a partir da fusão dos estudos do trabalho de Vsevólod Meyerhold e dos rituais de purificação física e mental utilizados no antigo oriente há milhares de anos atrás, que foram traduzidos e adaptados ao modo de pensar ocidental e implementado no processo de desenvolvimento do ator.

O método consiste em 33 práticas psicofísicas, designadas Ritos. Todo o trabalho de pesquisa dos Ritos baseia-se no enfoque holístico da realidade, que sustenta a idéia de que o ser humano é muito mais do que a matéria física; que o homem é matéria e antimatéria; que estamos inseridos num universo formado por campos de energia interligados, onde tudo está a interagir constantemente.

Através dos trabalhos físicos, psíquicos e intelectuais constantes e progressivos, os atores são estimulados à descoberta e ao domínio da Sensibilidade Intuitiva, da Consciência Ativa e da Egoência, conceitos de suma importância para o surgimento de novas possibilidades de expressão, que visam a construção de um melhor ator pela desconstrução de formas absoletas de comunicação e de velhos paradgmas.

 

Influência na concepção do método

vsevlod-meyerhold Vsevólod Meyerhold nascido em 1874, em Pensa, na Rússia, teórico de primeiro plano e encenador de renome mundial, Vsevólod Meyerhold continua a exercer uma influência preponderante no teatro de vanguarda. Inspirado no construtivismo suprimiu o pano de boca, a ribalta e os cenários, para marcar a ruptura definitiva com o naturalismo, esperando da virtuosidade corporal e de expressão uma comunicação mais direta com o espectador.

Meyerhold apresentou na encenação da “Mascarada” de Lermontov, em 1917, um exemplo (que aperfeiçoaria em “O Inspetor Geral" de Gogol, 1920) do que denominava a sua concepção “biomecânica” do ator. “Destruindo o formalismo, elimina-se a arte”, afirmava Meyerhold antes de ser preso. Em 1938, o Teatro Meyerhold desaparece. Recusa-se a reconhecer seus desvios ideológicos e a fazer autocrítica, mesmo sob pressão do regime. Intensifica os ataques à política oficial do Partido Comunista e denuncia a decadência do teatro soviético. Morre num campo de trabalhos forçados em 1942. Acredita-se que tenha sido executado.

franz-kafkaFranz Kafka, tcheco de língua alemã, foi considerado um dos principais escritores de literatura moderna. Sua obra retrata as ansiedades e a alienação do homem do século XX. Kafka nasceu em Praga, em 1883, cidade que pertencia ao império austro-húngaro, filho de um comerciante judeu muito abastado, cresceu sob as influências de três culturas: a judaica, a tcheca e a alemã. Na adolescência, declara-se socialista e ateu. Cursa Direito formando-se em 1906. Em 1917, é obrigado a afastar-se do trabalho devido à tuberculose.

A maior parte das suas obras foi publicada postumamente. Fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irônico.

Além do realismo, seu estilo é marcado pela crueza e pelo detalhamento com que descreve situações incomuns – como em O Processo, de 1925, cujo personagem principal é preso, julgado e executado por um crime que desconhece. Em seus livros, é constante o confronto entre os personagens e o poder das instituições, demonstrando a impotência e a fragilidade do ser humano. Escreve ainda A Metamorfose (1916) e O Castelo (1926).

 

O Teatro Fractal

“Se o espaço é infinito, estamos em qualquer ponto do tempo... Se o tempo “é infinito, estamos em qualquer ponto do espaço.” (Janssen Hugo Lage).

a_fractalA ciência dos fractais apresenta estruturas geométricas de grande complexidade e beleza infinita, ligadas às formas da natureza, ao desenvolvimento da vida e à própria compreensão do universo. São imagens de objetos abstratos que possuem o caráter de onipresença por terem as características do todo infinitamente multiplicadas dentro de cada parte, escapando assim, da compreensão em sua totalidade pela mente humana. Distante do rigor e do formalismo matemático pode-se definir Fractais como "Objetos que apresentam auto-semelhança e complexidade infinita, ou seja, têm sempre cópias aproximadas de si mesmo em seu interior". Existem duas características muito frequentes nesta geometria: auto-semelhança e complexidade infinita.

A concepção teatral de Janssen é fractal tautológico, ou seja, a definição do significado de suas criações artísticas está contida em si mesma, algumas vezes sem evidenciar informações sobre seu significado, por outras dando informações para além dos limites do conteúdo textual, seja através da respiração, seja através do corpo, do ritmo ou do tom. As estruturas fractais repetem-se aparecendo e desaparecendo constantemente, dissolvendo-se e reaparecendo, mas elas não se repetem precisamente. São variações sutis que são características de sistemas complexos e não lineares qualidades da bio cibernética do ator, concepção integrante dos estudos da Linguagem dos Ritos. Dentro deste segmento de visão teatral podemos incluir muitos dos trabalhos de Franz Kafka.

Na obra de Janssen Hugo Lage percebem-se os movimentos circulares e oscilatórios complexos, que são padrões semelhantes, muito parecidos, mas que nunca se repetem exatamente da mesma maneira. Uma mesma fala pode aparecer várias vezes no corpo de um texto, mas dito de outra forma, com outro tom, em outro contexto, gerando um significado semelhante e ao mesmo tempo diverso.

A encenação, em sua essência, demonstra repetição por várias vezes, dando a entender que exatamente onde o espectador espera um fim, surge um novo começo. Seu conteúdo reflete a sugestão da própria natureza, de que o duradouro não são os objetos e os seres, mas aquelas ações que são um fim em si mesmo; que em cada fim supõem um novo começo.

Por: Daniela Ribeiro ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).
Fotos: Daniela Ribeiro – Comunicação & Eventos (www.danielaribeiro.com.br).

Companhia Brasileira de Teatro estreia novo espetáculo em São Paulo

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espetaculo_vidaA Companhia Brasileira de Teatro chega a São Paulo para encenar o espetáculo “Vida” que fica em cartaz entre os dias 17 de julho e 08 de agosto no SESC Santana, localizado na zona norte da cidade. A montagem, realizada com o patrocínio da Petrobras, estreou no último mês de março na Mostra 2010 do Festival de Curitiba e já se apresentou nos palcos do Rio de Janeiro e interior do Paraná.

Marcio Abreu assina o texto e direção do espetáculo que tem como mote central a ideia da vida como transformação. O elenco, formado pelos atores Giovana Soar, Nadja Naira, Ranieri Gonzalez e Rodrigo Ferrarini, interpreta músicos de uma banda que ao ensaiarem em uma sala vazia de uma cidade imaginária revelam seus comportamentos, reflexões, conflitos e histórias e a partir desta troca acabam por transformar a si próprios e aos outros.

O enredo de Vida começou a ser traçado em 2008 com pesquisas profundas sobre a obra do escritor, poeta, tradutor e professor Paulo Leminski, autor da obra “Catatau”.  A peça não é uma adaptação da obra do curitibano, mas sim uma construção original de diálogos narrados por meio da leitura e convivência com as ideias e escritos do autor, e inclusive, não há no texto nenhuma citação extraída de títulos de Leminski.

No espetáculo, a música é mais um importante elemento dramatúrgico. A trilha sonora foi composta pelo paulista André Abumjara que uniu jazz a ritmos do leste europeu, também influenciado pelo universo plural de Leminski.

A Companhia Brasileira de Teatro foi formada em Curitiba no ano de 1999 e tem como linhas de atuação a criação de dramaturgia original, releitura de clássicos e encenação e tradução de dramaturgia contemporânea inédita.

Para saber mais informações sobre a Companhia, acesse o site: http://www.companhiabrasileira.art.br/home.php

Programa Petrobras Cultural (PPC)

O espetáculo Vida é fruto do patrocínio da Petrobras à manutenção da Companhia Brasileira de Teatro, um dos projetos de seleção pública contemplados pelo Programa Petrobras Cultural (PPC), edição 2007/2008. Atualmente o Programa está com inscrições abertas e verba total de R$ 61,2 milhões, destinada à seleção pública de projetos em 19 áreas culturais, dentro das três linhas de atuação: Formação; Preservação e Memória; e Produção e Difusão. Obtenha mais informações sobre o Programa em http://www.hotsitespetrobras.com.br/ppc/

Criado em 2003, o PPC baliza as ações de patrocínio da Petrobras em torno de uma política cultural de alcance social e de afirmação da identidade brasileira.  Desde sua primeira edição, as seleções públicas já destinaram por meio da Lei Rouanet, R$ 250 milhões a mais de mil projetos em todos os estados do país.

Serviço:

O que: Apresentação da peça Vida, da Companhia Brasileira de Teatro.

Data: temporada de 17 de julho a 08 de agosto

Horário: sextas-feiras e sábados às 21h e domingos às 19h30.

Local: Teatro SESC Santana – Rua Luiz Dumont Villares, 579, São Paulo, SP.

Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudantes, maiores de

60 anos, clientes do Cartão Petrobras).

Por: Aline Lacerda, da Agência Petrobras de Notícias.

Teatro da Vertigem debate costumes e diversidade do bairro do Bom Retiro

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Patrocinado pela Petrobras, o Teatro da Vertigem realizará a partir da próxima segunda-feira (05/07), em São Paulo, o ciclo de seminários Bom Retiro: Migração e Multiculturalismo, que abordará os costumes e a diversidade cultural e econômica do tradicional bairro paulistano do Bom Retiro. Organizado por Eduardo Fragoaz, o evento irá até 26 de julho sempre às segundas-feiras e a partir das 19h30, com entrada franca.

As exposições começam com a apresentação da tese da historiadora Ana Claudia Correa, intitulada “Imigrantes Judeus em São Paulo: a reinvenção do cotidiano no Bom Retiro”. Na próxima semana, dia 12 de julho, a também historiadora Sonia Maria de Freitas falará sobre a “Coréia no bairro do Bom Retiro e a moda no Brasil”. Em seguida, o tema “Faces da Latinidade: bolivianos em São Paulo” será tratado pelo antropólogo Sidney Antonio da Silva, no dia 19. No encerramento, em 26 de julho, o sociólogo Carlos Freire da Silva, explica a questão “Trabalho Informal e Redes de Subcontratação: a indústria de confecções no Bom Retiro”.

Além desta rodada de debates, a Petrobras é patrocinadora do Teatro da Vertigem que, desde a sua criação, tem como características a investigação dos espaços da cidade e depoimentos de seus habitantes, criação de discussões e pesquisas que servem de apoio e inspiração para a produção dos espetáculos teatrais do grupo.

Para mais informações sobre o ciclo de seminários Bom Retiro: Migração e Multiculturalismo acesse: http://www.teatrodavertigem.com.br/site/index2.php.

Serviço:

O que: Seminário “Bom Retiro: Migração e Multiculturalismo”

Data: 05 a 26 de julho de 2010

Horário: Segundas-feiras às 19h30

Local: Sede do Teatro da Vertigem – Rua Treze de Maio, 240, 1º andar, Bela Vista, São Paulo – Telefone: (11) 3255-2713

Programação:

05 de julho de 2010 - Imigrantes judeus em São Paulo Ana Claudia Correa - Coordenadora do Departamento de Pós-Graduação do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé, doutorou-se em História pela PUC-SP, com a tese “Imigrantes Judeus em São Paulo: a reinvenção do cotidiano no Bom Retiro.”

12 de julho de 2010 – Coréia no bairro do Bom Retiro e a moda no Brasil Sonia Maria de Freitas - Possui doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. Especializou-se em História Oral pela University of Essex, Grã -Bretanha. Durante 20 anos foi pesquisadora e realiza estudos na área de História Social, com ênfase na imigração para São Paulo, além de atuar como consultora de produções teatrais e de documentários.

19 de julho de 2010 – Faces da Latinidade: bolivianos em São Paulo Sidney Antonio da Silva - Professor doutor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas. Foi diretor do Centro de Estudos Migratórios e é autor dos livros “Costurando Sonhos”, “Virgem/Mãe/Terra: Festas e tradições bolivianas na metrópole” e “Bolivianos”.

26 de julho de 2010 – Trabalho Informal e Redes de Subcontratação: a indústria de confecções Carlos Freire da Silva no Bom Retiro - Doutorando em Sociologia na Universidade de São Paulo, sua dissertação de mestrado foi intitulada “Trabalho Informal e Redes de Subcontratação: Dinâmicas Urbanas da Indústria de Confecções em São Paulo”. É autor do artigo “Precisa-se: bolivianos na indústria de confecções em São Paulo” e do capítulo “Migrants boliviens et travail informel dans le circuit de la confeccion” no livro “São Paulo: la ville d´ em bas”, organizado por Robert Cabanes e Isabel Georges.

Da Assessoria de Imprensa da Petrobras.

Humor de Salto Alto se apresenta às quintas-feiras a partir de 10 de junho

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O Humor de Salto Alto muda as apresentações para as quintas-feiras a partir do dia 10 de junho, mantendo o mesmo horário, às 21h30, e local, o conceituado bar Beverly Hills em Moema. Quem ainda não conferiu o show, agora ficou mais fácil de assistir ao stand up de mulheres lindas, poderosas e que sabem arrancar boas gargalhadas.

Manias, preguiça, comodismo, traições e outros assuntos do cotidiano são abordados pelas idealizadoras Carol Zoccoli e Micheli Machado, que convidam outras humoristas para fortalecer ainda mais os pontos de vista feminino.

Para esquentar com muito humor essa batalha dos sexos, todas as apresentações contam com um mestre de cerimônia com bastante testosterona. Já passaram pelo palco Danilo Gentili, Bruno Motta, Rogério Morgado, Fábio Rabin, Fernando Caruso, Diogo Portugal, Evandro Santos (Christian Pior), Rafinha Bastos e Rafael Cortez.

 

Sob os saltos estão:

Carol Zoccoli

carol zoccoli - foto paola mximo 2No teatro, montou a peça Roberto Zucco, do dramaturgo francês Bernard-Marie Koltès, sendo essa a primeira e única vez em que foi encenada em seu idioma original aqui no Brasil. Além disso, é autora da peça "50 Minutos", onde também atuou.

Seu talento para o humor conquistou menção da revista Época na edição de maio de 2008 como a revelação do stand up nacional. Mestre em filosofia na Universidade de São Paulo - USP, Carol que foi finalista do concurso "8º elemento CQC" da Band, atualmente é roteirista do programa de humor "É Tudo Improviso" da Band, e ainda comanda o programa "Transalouca" transmitido diariamente pela rádio Transamérica.

Micheli Machado

micheli machado3 - foto kleber marques Aos sete anos de idade a atriz iniciou sua carreira fazendo comerciais na televisão e desfiles. Após cinco anos atuando no mercado, Micheli estreou no programa Casa da Angélica no SBT, como assistente de palco da apresentadora Angélica.

O sucesso da atração garantiu um novo programa na Rede Globo, o Angel Mix, onde ela continuou seu trabalho. Com o fim da atração, investiu na carreira de atriz que lhe rendeu participações nos programas da Rede Globo: Turma do Didi, Zorra Total, Casseta e Planeta, no quadro “Retrato Falado”, exibido pelo Fantástico, e no programa da GNT “Mothern”.

Mais tarde voltou a trabalhar com Angélica no programa Vídeo Game. Também atuou nos curtas-metragens “O seqüestro” e “Drogas e Violência” e nos longas-metragens “Zuando na TV”; de José Alvarenga Júnior, e “Falsa Loira”; de Carlos Reichenbach.

 
Serviço:
 
 Humor de Salto Alto
Elenco: Carol Zoccoli, Micheli Machado e outras.
Gênero: Comédia.
Onde: Beverly Hills (www.bhills.com.br).
Endereço: Rua Jurucê, 1001 - Moema.
Quando: Todas as quintas-feiras às 21h30.
Ingresso: R$ 20,00.
Cartões: Visa, Visa Electron, Mastercard, Maestro, Rede Shop e Dinners.
Duração: 1h10.
Classificação: 16 anos.
Capacidade: 150 lugares.
Mais informações: 11-5054-3815.
Estacionamento no local: Vallet R$10,00.
Por: Christina Florez. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Fotos: Paola Maximo e Kleber Marques.

Bandido ou Mocinho?

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O vilão/mocinho Russell Crowe

Brigas em restaurantes, temperamento forte e explosivo, passagens pela polícia, arremesso de telefone contra funcionários de hotel e traições conjugais fazem parte da conturbada vida do ator neozelandês naturalizado australiano Russell Crowe. Apesar de sua fama nada atraente, o ator é constantemente recrutado para dar vida aos papéis mais dóceis e amáveis que o cinema pode dispor, e sua filmografia já conta com uma extensa lista de personagens imaculados.

Desde seu primeiro grande sucesso de público, “Gladiador”, de 2000, Crowe dá mostras de que seu jeito marrento não é suficiente para diminuir sua propensão para tipos dóceis. Dirigido por Ridley Scott, o ator viveu um herói perseguido pelo próprio irmão (o ex-rapper Joaquin Phoenix), que divide seu tempo entre batalhas épicas no Coliseu romano e lembranças de sua família destruída. Com uma caracterização digna de beatificação, Maximus é o exemplar perfeito de força de vontade, determinação e amor familiar.

Depois, em parceria com o cineasta Ron Howard (O Código da Vinci, Anjos e Demônios), Crowe deu vida ao matemático atormentado John Nash, Nobel de Economia em 2004, que trabalhou na formulação dos conceitos da Geometria diferencial, Teoria dos jogos e Equação de derivadas parciais. Como uma criança assustada, o personagem de “Uma Mente Brilhante” passeia pela trama enquanto é constantemente acossado por suspeitas de esquizofrenia e crises de depressão. Estudioso dedicado e marido exemplar, Nash arrancou de Crowe toda uma passividade que o ator não demonstra todos os dias, e garantiu sua terceira indicação ao Oscar.

Os bons frutos da parceria e da completa estilização de Crowe renderam um novo filme em 2005, “A Luta pela Esperança”, sobre um famoso pugilista do início do século XX. Prejudicado pela Grande Depressão, durante a crise de 1929, o lutador enfrenta todas as limitações possíveis para continuar subindo ao ringue. Para sustentar esposa e filhos, o personagem se submete aos piores embates, mas mantém sempre sua posição infalível de último exemplar ético entre os colegas de profissão e desempregados da América.

Seu último lançamento, “Robin Hood”, em cartaz nos cinemas brasileiros, marca o retorno de Crowe ao mundo épico de Ridley Scott e, como era de se esperar, transforma o famoso ladrão inglês na personificação das mais procuradas virtudes humanas. O Robin Hood de Scott deixou para trás qualquer desvio de caráter, e por alguns momentos fez esquecer que aquele que dá vida ao personagem é mundialmente conhecido por seus vexames públicos e falta de paciência. Durante a projeção do filme, tão bem manipulado pelas mãos hábeis do diretor, esquecemos que estamos diante de uma guerra, sem vilões ou mocinhos, e apostamos toda a nossa torcida na vitória de Hood.

E o poder da sétima arte mais uma vez ultrapassa os limites da tela e atinge em cheio a realidade. Para o cinema, nada mais fácil que transformar vilões em mocinhos, bandidos em heróis, e reis do vexame em exemplares de boa conduta.

Por: Jáder Santana, jornalista e colaborador do site Outro Lado da Notícia
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