Mostra de Artes Plásticas, Fotografia, Áudio Visuais e Apresentações de Jazz Cubano.
A partir do próximo dia 26 de agosto tem inicio o projeto “Havana 6463 – Casa das Caldeiras: Mostra de Artes Plásticas, Fotografia, Audiovisuais e Apresentações de Jazz Cubano”, no belo espaço já citado que fica localizado à Avenida Francisco Matarazzo, 2000 (SP), o objetivo é integrar as cultura, cubana, brasileira e latino-americana por meio de artes audiovisuais, exposições de fotografias, artes plásticas, recital de poesias e muita música ao vivo. Os eventos acontecem todas as últimas quintas-feiras do mês no período de agosto à novembro (26/08, 24/09, 28/10 e 25/11), com abertura da casa a partir das 19h.
Na primeira noite do projeto que ocorre em 26 de agosto (quinta-feira) o melhor do jazz cubano com "Yaniel Matos e Quarteto Emtrance", exposições de artes plásticas com os cubanos Henrique Silvestre (Kike) e Daniel Gafe, fotos de Havana, sob a visão do fotógrafo italiano Mauricio Longobardi, além de discotecagem e exibição de vídeos latinos.
Embora o Brasil pertença a América Latina e já tenho muitos migrantes de países oriundos de diversos países vizinhos, tais tipos de manifestações culturais ainda são raras. Por isso esta ideia de apresentar uma opção bem diferenciada para as quintas-feiras de SP.
Estruturado para todo tipo de público o primeiro ambiente será destinado a projeção de documentários, curtas e longas metragens e exposição de fotos e artes plásticas, com acomodações aconchegantes, já no 2º. um bar bem confortável com bebida feita do mais puro rum cubano, com exposição de fotos em PB e vídeos de Havana e no espaço principal espetáculos de música ao vivo.
A abertura das atrações principais de todos os eventos terá como mestre de cerimônia o cubano Amaury Wilson, apresentador do programa “Tal e Qual”, da TV Cultura.
Serviço
5ª`s Culturais de Cuba na Casa Das Caldeiras
26/08 (1ª. Edição) Jazz Cubano com Yaniel Matos e Quarteto Emtrance
Artes-plásticas os cubanos Henrique Silvestre (Kike) e Daniel Gafe
Fotos de Havana com o fotógrafo italiano Mauricio Longobardi
Local: Casa das Caldeiras - Avenida Francisco Matarazzo, 2000 - São Paulo – SP.
Valet: R$15,00
Datas e Horários: 26/08, 24/09, 28/10 e 25/11 – Abertura da casa à 19h.
Valor: R$20,00 – R$10,00 com nome na lista.
Beneficiados por descontos previstos por lei 50% de desconto em cima do valor total.
Pontos de Venda: Centro Cultural Rio Verde, ECA-USP.
Informações e Nome na Lista: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Acesse: www.havana6463.com.br
Cronograma
Agosto - 26/08
Música: Yaniel Matos & Quarteto Emtrance
Exposições:
Henrique Silvestre (Kike) (Cuba)
Daniel Gafe (Cuba)
Mauricio Longobardi (Itália) (Fotografias de Havana – Espaço Havana Club)
Setembro - 24/09
Música: Pepe Cisneros - Cuba 07
Exposições:
Imagens Fotograficas da turnê realizada em junho de 2008 pela banda de heavy metal: Sepultura.
Merchan da gravadora “Big Papas Records”: (Exposição e Vendas de LP`s de Música Cubana)
Outubro – 28/10
Música: Ricardo Castellanos e trio (Cuba)
Exposições:
Sepultura em Cuba: a Turnê que você nunca viu (Última data)
Eduardo Sardinha (Brasil)
Novembro – 25/11
Música: Guga Stroeter & HB – Latin
Exposições:
Martha Toral (México)
Alexis Iglesias (Cuba)
*Programação sujeita a câmbios
Acompanhe a programação : www.havana6463.com.br
Curadoria
Pedro Bandera - Musical
Licenciado
Já lecionou na Escola de Música de Havana e no Instituto de Pedagogia de Havana.
Já coordenou turnês e participou de projetos de grandes nomes da música, como: Sepultura, Pepeu Gomez, Marina de
Henrique Silvestre (Kike) – Artes Plásticas, Visuais e Fotografia:
Formado no “Instituto Superior de Arte (ISA)” e no “Instituto de Diseño Industrial”,ambos em Havana / Cuba. Já realizou as seguintes exposições individuais: : “DIbujos” (2009), no Grazie a Dio (SP); “Cuba: Gente y Ciudad”, Jornada da Cultura Cubana (2009), Osasco (SP); “Zona de Trânsito” (2006), no Instituto Cervantes (SP); Galeria Casa de Chiclete (2005 / SP); “XYZ” (2004), Biblioteca Alceu Amoroso Lima (SP); “Toda Eva é Carne”, Museu Nacional de Belas Artes (RJ).
2001 – “Toda erva é carne”, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.
Amaury Wilson – Cinema
Licenciado em Língua e literatura inglesa pela Universidade de Havana, é tradutor e interprete da escola Internacional de Cinema em Cuba e apresentador do programa “Tal e Qual”, da TV Cultura. Já trabalhou em instituições como Steel Business Briefing, Cultura Inglesa, Institudo Sidarta e TV América Latina.
Os Artistas
Júlio Moracen Naranjo - Graduado em artes cênicas pelo Instituto Superior de Arte, tem doutorado em “Integração da América Latina” USP e Etnologia y Etnoantropologia, na universidade “Degli Studi Sapienza, em Roma/Itália. Elabora pesquisas no Centro de Teatro e Dança de Havana e é professor da Universidade Federal de Guarulhos.
Iniciou no mundo da discotecagem latina em São Paulo em 1999, sempre marcando presença nas principais casas noturnas da cidade. Em 2000 abriu o show do Buena Vista Social Club no Via Funchal em SP e tem atuado juntamente com grupos musicais de grande credibilidade, como: Orquestra Heartbreakers, Havana Brasil, Banda Kaduna, Sabor a Cuba; as cantoras Simone e Ana Carolina; as casas noturnas Conexión Caribe, Buena Vista, Urbano, Blen Blen, Bourbon Street, Grazie a Dio, Piranha, Brancaleone, Cabral Zona Leste, Café Cancun Araraquara, Entreposto da Lata, Pimenta Bar, Rey Castro Cuban Bar e Delphos.
Yaniel Matos - Maestro formado pelo “Instituto Superior de Arte”, em Havana / Cuba, tendo tocado com alguns dos músicos mais prestigiados daquele país: Chucho Valdes e Issac Delgado, entre outros.
No Brasil já tocou com Carlinhos Brown, Kiko Loureiro, Angra, Timbalada e Lenine. Naturalizado brasileiro é professor do “Conservatório de Tatuí” e da “Faculdade Cantareira” em São Paulo/SP.
Pepe Cisneros / Cuba07 - nasceu em Guantánamo (Cuba), é pianista, arranjador e produtor musical já tendo trabalhado com Toninho Horta, Milton Nascimento, Arismar do Espirito Santo, CEU, Caetano Veloso, Omara Portuondo, Sizaon Machado e Elza Soares.
Desde 2009 está a frente do projeto CUBA07, uma banda que traz um repertório variado de clássicos do tradicional jazz americano, misturado a cantos, ritmos latinos e afro-cubanos. Uma sincronização perfeita de três estilos marcantes do mundo musical (a rumba de Chano Pozo, jazz de Dizzy Gillespie e a bossa nova de Tom Jobim).
Em dezembro de 2009 finalizou os arranjos e composição de uma música em homenagem a Cuba com o Maestro Sion (Orquestra Jazz Sinfônico Juvenil Tom Jobim), projeto este aprovado pela Prefeitura em parceria com o Governo de São Paulo.
Ricardo Castellanos - Formou-se no “Conservatório Amadeo Roldán” (Havana, Cuba), estudou piano erudito com Miriam Valdés (irmã do pianista Chucho Valdés) e percussão erudita com Francisco Mela e Roberto Concepción. Trabalhou com os os cubanos Helena Burque, Omara Portuondo, Xiomara Laugart, Beatriz Marques, Alfred Thompson, Fernando Acosta, Emilio e Efrain Rios e Fernando Ferrer, com o qual fez parte da banda Raisón, considerada pela crítica internacional como uma das melhores representantes da música tradicional Cubana, tendo feito turnês pelo Japão, México e Brasil, onde reside até hoje.
Já no Brasil a partir de 1996 tocou com os artistas: Alaide Costa, Elza Soares, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, banda Roupa Nova, Martin`alia, Jair Rodrigues, Guga Stroeter, Ana Cañas, Marina de
Maurizio Longobardi - (Itália) Formou-se em cinema e fotografia em Milão, começando a atividade de documentarista com reportagem para a TV italiana RAI. Mudou-se para a América Central no fim dos anos 80, colaborando com os Network americano ABC e CBS. Em 1990 passa a morar definitivamente em São Paulo produzindo uma série de documentários para o Ministério das Relações Exteriores da Itália, para a RAI italiana e Arte da França.
Ganhou o Word Prize, da UNICEF, com um documentário sobre a vida do seringueiro Chico Mendes e por duas vezes o prêmio de melhor documentário do festival de Salerno. Dirige com Vincent Carelli o documentário “Boca Livre no Sarare“ que faz parte do acervo permanente do MOMA de NYC.
Martha Toral - (México) é formada na Escola Nacional de Artes Plásticas do México (Unam) e maestrina na Acadêmia de Sn. Carlos, vive na constante busca pela melhoria de sua arte. Já realizou exposições em México, Barcelona e Espanha, Porto Rico e Venezuela, obtendo neste último país citado menção honrosa na 1ª. Bienal de Pintura “Simón Bolivar”.
Por: Daniela Ribeiro ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ). Acesse: www.danielaribeiro.com.br
Cultura



Conheço quem pega o carro para ir daqui até ali, sem qualquer justificativa ponderável; por exemplo, alguma dificuldade motora, ou uma chuva torrencial. A pessoa só se sente segura dentro das latinhas com roda, aquilo a ajuda a superar as barreiras e fronteiras da vida; às vezes, até a própria timidez e comportamento. Todos os vidros fechados, de preferência escuros, aquela coisa horrível. Se tiverem grana, pior, os carros serão tanques blindados. Nunca mais aquela paquera gostosa do meio do trânsito!
Ledo engano. Não dá mais para viver sem as ruas. Sem elas, sem seu cheiro, buracos, as suas pessoas, nós ficamos míopes, ou ciclopes de um olho só. Não poderemos perceber um palmo adiante do nariz, nem comparar vivências, nem aprender, muito menos reivindicar. E o pior: quando fui procurar vantagens das ruas, lembrei-me dos malditos shoppings, ex-ilhas de segurança, onde todo mundo parece vestir, pensar, andar, fazer, falar, mostrar igual. Onde as moças andam com aquele jeitinho, de calça jeans skinny, scarpins e bolsas coloridas, cabelos escovados à enésima, e as crianças parecem saídas das revistas.
Surtei de novo e logo eu, que não gosto de muvucas, muito menos de andar em grupos, pensei que agora deveremos passar a andar em montinhos, todos juntos, uns defendendo os outros, compactos. A garotada já se deu conta disso, e é comum hoje vermos grupos de quinze, vinte jovens, andando juntos, para o bem e para o mal. Aqui no meu pedaço, umas hordas de lombriguinhas engraçadas e quase andróginas, perninhas finas, cabelinho, e forte disposição de ser diferente. Melhor: as apresentações de seus shows particulares acontecem nas ruas. Ou são tatuados, ou usam boné, ou deixam o cofrinho de fora; cada grupo, um código. Não é mais West Side Story. É outra coisa. É a vida mudando; as gerações passando, novos guetos se formando. O aquecimento global, cromossomos XX, XYZ, genomas e genéticas, seus efeitos.
Onde mais encontrar o outro? Meninas, ele não bate na porta! Meninos, ela não vai cair do céu. Dá uma olhada como andam os bares na hora do tal happy-hour! Percebe que está mudando? Não tem muito mais gente, pegação, hora da alegria?
Os psiquiatras, psicanalistas, psicólogos, analistas, terapeutas têm. Personalidades têm. Jornalistas têm, nem te conto! Publicitários são campeões, provavelmente empatados com religiosos de todos os naipes e militares. Loiras mexem nos cabelos, numa escovação contínua com os dedos. Atores usam óculos escuros bem grandões para não ser reconhecidos, chamando sempre a atenção. Gays mais liberados, homens ou mulheres, têm a mania de mostrar trejeitos claros de suas opções.
Não conheço nenhum estudo sobre esses nossos tiques, a ponto de poder liberar geral e dar aval à mania de ninguém, apenas observo - como diria? - as ruas, o tal grito rouco das ruas. Por exemplo: falar sozinho! Todo mundo um dia se distrai e sai falando sozinho. Ri sozinho de alguma coisa que lembra, conversa consigo mesmo. Debate uma ideia, como se realmente houvesse aquele anjinho de um lado e o diabinho do outro, como nos filmes. Dentro do carro, então, nossa! Igual, repare só, quantos limpam o "salão" do nariz, a maioria homens.
E no trânsito, então? Confesso: tenho mania de ler as placas dos automóveis e ficar pensando palavras ou expressões para elas. Tipo: ABN, Associação das Baratas Narigudas, ou Nauseabundas, ou Nervosas, ou Nocivas, ou... Passo minutos nessa mania-brincadeira, incontrolável. Fora que tenho mania, na verdade, de ler tudo, e por isso amo profundamente a Lei Cidade Limpa de São Paulo, que melhorou muito a minha vida. Antes, era tanta coisa, tanta tranqueira, que voltava esgotada de tanto ler nas ruas. Não posso!
É. Eu também tenho mania de colecionar umas coisas. Algumas, até com sentido; outras, absurdas, e às vezes temporárias. Coleções que, quando descobertas ou quando observadas com calma, revelam manias que, convenhamos, não caem muito bem. Você deve ter alguma.
Na última sexta-feira, dia
Cinco atores interpretando personalidades históricas da cidade ficaram em diferentes pontos do município como estátuas vivas, prontos para integrar a procissão. Eles representaram o patrono da Fundação Cultural de Jacarehy, o fundador da cidade e um barão do café, acompanhado de sua esposa e filha. O grupo saiu à meia-noite do Pátio dos Trilhos (antiga Estação Ferroviária da cidade) e seguiu em direção ao Largo do Avareí, passando pelo Parque da Cidade. Os participantes entraram no clima e usaram maquiagens e trajes fúnebres durante a caminhada.
O espetáculo 
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