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Cultura

Havana 6463 – Casa das Caldeiras

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Mostra de Artes Plásticas, Fotografia, Áudio Visuais e Apresentações de Jazz Cubano.

A partir do próximo dia 26 de agosto tem inicio o projeto “Havana 6463 – Casa das Caldeiras: Mostra de Artes Plásticas, Fotografia, Audiovisuais e Apresentações de Jazz Cubano”, no belo espaço já citado que fica localizado à Avenida Francisco Matarazzo, 2000 (SP), o objetivo é integrar as cultura, cubana, brasileira e latino-americana por meio de artes audiovisuais, exposições de fotografias, artes plásticas, recital de poesias e muita música ao vivo. Os eventos acontecem todas as últimas quintas-feiras do mês no período de agosto à novembro (26/08, 24/09, 28/10 e 25/11), com abertura da casa a partir das 19h.

Na primeira noite do projeto que ocorre em 26 de agosto (quinta-feira) o melhor do jazz cubano com "Yaniel Matos e Quarteto Emtrance", exposições de artes  plásticas com os cubanos Henrique  Silvestre (Kike) e Daniel Gafe, fotos de Havana, sob a visão do fotógrafo italiano Mauricio Longobardi, além de discotecagem e exibição de vídeos latinos.

Embora o Brasil pertença a América Latina e já tenho muitos migrantes de países oriundos de diversos países vizinhos, tais tipos de manifestações culturais ainda são raras. Por isso esta ideia de apresentar uma opção bem diferenciada para as quintas-feiras de SP.

 Estruturado para todo tipo de público o primeiro ambiente será destinado a projeção de documentários, curtas e longas metragens e exposição de fotos e artes plásticas, com acomodações aconchegantes, já no 2º. um bar bem confortável com bebida feita do mais puro rum cubano, com exposição de fotos em PB e vídeos de Havana e no espaço principal espetáculos de música ao vivo.

 A abertura das atrações principais de todos os eventos terá como mestre de cerimônia o cubano Amaury Wilson, apresentador do programa “Tal e Qual”, da TV Cultura.

 Serviço

 5ª`s Culturais de Cuba na Casa Das Caldeiras


26/08 (1ª. Edição) Jazz Cubano com Yaniel Matos e Quarteto Emtrance

Artes-plásticas os cubanos Henrique  Silvestre (Kike) e Daniel Gafe

Fotos de Havana com o fotógrafo italiano Mauricio Longobardi

Local: Casa das Caldeiras - Avenida Francisco Matarazzo, 2000 - São Paulo – SP.

Valet: R$15,00

Datas e Horários: 26/08, 24/09, 28/10 e 25/11 – Abertura da casa à 19h.

Valor: R$20,00 – R$10,00 com nome na lista.

Beneficiados por descontos previstos por lei 50% de desconto em cima do valor total.

Pontos de Venda: Centro Cultural Rio Verde, ECA-USP.

Informações e Nome na Lista: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Acesse: www.havana6463.com.br

 

Cronograma

Agosto - 26/08

Música: Yaniel Matos & Quarteto Emtrance

Exposições:
Henrique Silvestre (Kike) (Cuba)

Daniel Gafe (Cuba)

Mauricio Longobardi (Itália) (Fotografias de Havana – Espaço Havana Club)

 

Setembro - 24/09


Música: Pepe Cisneros - Cuba 07

Exposições:
Imagens Fotograficas da turnê realizada em junho de 2008 pela banda de heavy metal: Sepultura.

Merchan da gravadora “Big Papas Records”: (Exposição e Vendas de LP`s de Música Cubana)

 

Outubro – 28/10


Música: Ricardo Castellanos e trio (Cuba)

Exposições:
Sepultura em Cuba: a Turnê  que você nunca viu (Última data)

Eduardo Sardinha (Brasil)

 
Novembro – 25/11


La Esfera: Arte e Poesia Latino Americana

Música: Guga Stroeter & HB – Latin

Exposições:
Martha Toral (México)

Alexis Iglesias (Cuba)

*Programação sujeita a câmbios

Acompanhe a programação : www.havana6463.com.br

 

 

Curadoria

Pedro Bandera - Musical

Licenciado em Educação Musical pelo “Instituto Superior Pedagógico” em Havana/Cuba, especializou-se em percussão cubana e afro-cubana no “Instituto Superior de Artes de Havana” e percussão afro-brasilera na Universidade Federal da Bahia””,   Salvador/BA.

Já lecionou na Escola de Música de Havana e no Instituto de Pedagogia de Havana.

Já coordenou turnês e participou de projetos de grandes nomes da música, como: Sepultura, Pepeu Gomez, Marina de La Riva, André Jung (ex-baterista da Banda Ira!), Pepe Cisneros, Maestro Roberto Sion, Orquestra Jovem Tom Jobim, João Gordo, entre outros. Além de ministrar palestras e workshops pelo mundo todo.

 

Henrique Silvestre (Kike) – Artes Plásticas, Visuais e Fotografia:

Formado no “Instituto Superior de Arte (ISA)” e no  “Instituto de Diseño Industrial”,ambos em Havana / Cuba. Já realizou as seguintes exposições individuais: : “DIbujos” (2009), no Grazie a Dio (SP);  “Cuba: Gente y Ciudad”, Jornada da Cultura Cubana (2009), Osasco (SP); “Zona de Trânsito” (2006), no Instituto Cervantes (SP); Galeria Casa de Chiclete (2005 / SP); “XYZ” (2004), Biblioteca Alceu Amoroso Lima (SP); “Toda Eva é Carne”, Museu Nacional de Belas Artes (RJ).

2001 – “Toda erva é carne”, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, Brasil.

 

Amaury Wilson – Cinema

Licenciado em Língua e literatura inglesa pela Universidade de Havana, é tradutor e interprete da escola Internacional de Cinema em Cuba e apresentador do programa “Tal e  Qual”, da TV Cultura. Já trabalhou em instituições como Steel Business Briefing, Cultura Inglesa, Institudo Sidarta e TV América Latina.


Os Artistas

julio-moracenJúlio Moracen Naranjo - Graduado em artes cênicas pelo Instituto Superior de Arte, tem doutorado em “Integração da América Latina” USP e Etnologia y Etnoantropologia, na universidade “Degli Studi Sapienza, em Roma/Itália. Elabora pesquisas no Centro de Teatro e Dança de Havana e é professor da Universidade Federal de Guarulhos.

Iniciou no mundo da discotecagem latina em São Paulo em 1999, sempre marcando presença nas principais casas noturnas da cidade. Em 2000 abriu o show do Buena Vista Social Club no Via Funchal em SP e tem atuado juntamente com grupos musicais de grande credibilidade, como: Orquestra Heartbreakers, Havana Brasil, Banda Kaduna, Sabor a Cuba; as cantoras Simone e Ana Carolina; as casas noturnas Conexión Caribe, Buena Vista, Urbano, Blen Blen, Bourbon Street, Grazie a Dio, Piranha, Brancaleone, Cabral Zona Leste, Café Cancun Araraquara, Entreposto da Lata, Pimenta Bar, Rey Castro Cuban Bar e Delphos.

 

 

yaniel-matosYaniel Matos - Maestro formado pelo “Instituto Superior de Arte”, em Havana / Cuba, tendo tocado com alguns dos músicos mais prestigiados daquele país:  Chucho Valdes e Issac Delgado, entre outros.

No Brasil já tocou com Carlinhos Brown, Kiko Loureiro, Angra, Timbalada e Lenine. Naturalizado brasileiro é professor do  “Conservatório de Tatuí” e da “Faculdade Cantareira” em São Paulo/SP.

 

pepe-cisnerosPepe Cisneros / Cuba07 - nasceu em Guantánamo (Cuba), é pianista, arranjador e produtor musical já tendo trabalhado com Toninho Horta, Milton Nascimento, Arismar do Espirito Santo, CEU, Caetano Veloso, Omara Portuondo, Sizaon Machado e Elza Soares.

Desde 2009 está a frente do projeto CUBA07, uma banda que traz um repertório variado de clássicos do tradicional jazz americano, misturado a cantos, ritmos latinos e afro-cubanos. Uma sincronização perfeita de três estilos marcantes do mundo musical (a rumba de Chano Pozo, jazz de Dizzy Gillespie e a bossa nova de Tom Jobim).

Em dezembro de 2009 finalizou os arranjos e composição de uma música em homenagem a Cuba com o Maestro Sion (Orquestra Jazz Sinfônico Juvenil Tom Jobim), projeto este aprovado pela Prefeitura em parceria com o Governo de São Paulo.

 

 

ricardo-castellanosRicardo Castellanos - Formou-se no “Conservatório Amadeo Roldán” (Havana, Cuba), estudou piano erudito com Miriam Valdés (irmã do pianista Chucho Valdés) e percussão erudita com Francisco Mela e Roberto Concepción. Trabalhou com os os cubanos Helena Burque, Omara Portuondo, Xiomara Laugart, Beatriz Marques, Alfred Thompson, Fernando Acosta, Emilio e Efrain Rios e Fernando Ferrer,  com o qual fez parte da banda Raisón, considerada pela crítica internacional como uma das  melhores representantes da música tradicional Cubana, tendo feito turnês pelo Japão, México e Brasil, onde reside até hoje.

Já no Brasil a partir de 1996 tocou com os artistas: Alaide Costa,  Elza Soares, Cauby Peixoto, Agnaldo Rayol, banda Roupa Nova, Martin`alia, Jair Rodrigues, Guga Stroeter, Ana Cañas, Marina de la Riva, Paula Lima. Entre nomes reconhecidos internacionalmente estão: Lee Konitz, Ohad Talmor (com o qual participou do projecto Blue Seven), Jeff Ballard, Paul Nowinski, Francisco Mela, Mat Wilson, Bob Bowen, Ben Allison. Gravou: El camino de la salsa – Network music, 3 de la Habana, Blue Seven project (Ohad Talmor), Salsa Samba Club (Pedro La Colina) , Capitão de mim (Fhernanda), Baile Estelar (Guga Stroeter), Marina de La Riva CD, DVD Alaide Costa & Milton Felix Quinteto, participou do primeiro especial “Elas cantam Roberto” da rede Globo .

 

 

maurizio-longobardiMaurizio Longobardi -  (Itália) Formou-se em cinema e fotografia em Milão, começando a atividade de documentarista com reportagem para a TV italiana RAI. Mudou-se para a América Central no fim dos anos 80, colaborando com os Network americano ABC e CBS. Em 1990 passa a morar definitivamente em São Paulo produzindo uma série de documentários para o Ministério das Relações Exteriores da Itália, para a RAI italiana e Arte da França.

Ganhou o Word Prize, da UNICEF, com um documentário sobre a vida do seringueiro Chico Mendes e por duas vezes o prêmio de melhor documentário do festival de Salerno. Dirige com Vincent Carelli o documentário “Boca Livre no Sarare“ que faz parte do acervo permanente do MOMA de NYC.

 

 

martha-toralMartha Toral - (México) é formada na Escola  Nacional de Artes Plásticas do México (Unam)  e maestrina na Acadêmia de Sn. Carlos, vive na constante busca pela melhoria de sua arte. Já realizou exposições em México, Barcelona e Espanha, Porto Rico e Venezuela, obtendo neste último país citado menção honrosa na 1ª. Bienal de Pintura “Simón Bolivar”.

Por: Daniela Ribeiro ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ). Acesse: www.danielaribeiro.com.br

A Vitória das ruas

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rua-cheia

Nas ruas vemos as pessoas completas, corpinhos com perna e tudo o mais, inclusive o rebolado. Nos carros vemos só as cabecinhas. Nos shoppings são todos muito iguais. Na internet todo mundo mente muito. Telefone ainda não tem visor, a não ser por câmeras. E-mails e salas de bate-papo não podem andar zanzando com fotos por aí. Agências de relacionamento são caretas. Às ruas, pois! Às praças, parques, praias! Só assim poderemos nos encontrar.

daqui-aliConheço quem pega o carro para ir daqui até ali, sem qualquer justificativa ponderável; por exemplo, alguma dificuldade motora, ou uma chuva torrencial. A pessoa só se sente segura dentro das latinhas com roda, aquilo a ajuda a superar as barreiras e fronteiras da vida; às vezes, até a própria timidez e comportamento. Todos os vidros fechados, de preferência escuros, aquela coisa horrível. Se tiverem grana, pior, os carros serão tanques blindados. Nunca mais aquela paquera gostosa do meio do trânsito!

Conheço quem não saiba andar nada na cidade sem se perder, nem pelas áreas centrais, e nunca sai dos limites de seu cotidiano, quase decorados, reprisados dia a dia. (Todos têm GPS). Não imaginam e nem se interessam pelas constantes transformações da cidade onde moram. Nem percebem as mudanças, sejam elas positivas ou negativas. Em geral, já que não reparam, é tudo ruim, estragado, feio, e elas não estão perdendo nada. Se abrissem os olhos...

shopping-cheioLedo engano. Não dá mais para viver sem as ruas. Sem elas, sem seu cheiro, buracos, as suas pessoas, nós ficamos míopes, ou ciclopes de um olho só. Não poderemos perceber um palmo adiante do nariz, nem comparar vivências, nem aprender, muito menos reivindicar. E o pior: quando fui procurar vantagens das ruas, lembrei-me dos malditos shoppings, ex-ilhas de segurança, onde todo mundo parece vestir, pensar, andar, fazer, falar, mostrar igual. Onde as moças andam com aquele jeitinho, de calça jeans skinny, scarpins e bolsas coloridas, cabelos escovados à enésima, e as crianças parecem saídas das revistas.

Vamos para as ruas. Onde mais tanta gente completamente diferente entre si? Onde mais toda a realidade social?

Surtei. Além dos shoppings, a violência entra em hotéis e residências, toma reféns, machuca e causa mortes.

Vamos para as ruas. Todos os bairros, todos os lugares hoje têm lojas, coisas, fico boba de ver tal variedade. Antes não era assim. Nas ruas, se retoma o sentido das vilas, das comunas, da convivência. É isso que traz a segurança. Movimento.

grupinhoSurtei de novo e logo eu, que não gosto de muvucas, muito menos de andar em grupos, pensei que agora deveremos passar a andar em montinhos, todos juntos, uns defendendo os outros, compactos. A garotada já se deu conta disso, e é comum hoje vermos grupos de quinze, vinte jovens, andando juntos, para o bem e para o mal. Aqui no meu pedaço, umas hordas de lombriguinhas engraçadas e quase andróginas, perninhas finas, cabelinho, e forte disposição de ser diferente. Melhor: as apresentações de seus shows particulares acontecem nas ruas. Ou são tatuados, ou usam boné, ou deixam o cofrinho de fora; cada grupo, um código. Não é mais West Side Story. É outra coisa. É a vida mudando; as gerações passando, novos guetos se formando. O aquecimento global, cromossomos XX, XYZ, genomas e genéticas, seus efeitos.

Lembrei com saudades das pracinhas do interior, do footing; das casas com janelas e portas abertas, mesmo que no mesmo nível das calçadas, Na praia ainda tinha um pouco disso, mas faz tanto tempo que não viajo que posso até já estar errada.

frente-shakeOnde mais encontrar o outro? Meninas, ele não bate na porta! Meninos, ela não vai cair do céu. Dá uma olhada como andam os bares na hora do tal happy-hour! Percebe que está mudando? Não tem muito mais gente, pegação, hora da alegria? Acho também que acabou sendo uma colaboração da Lei antifumo que se espalhou pelo país, pior que bituca acesa na palha. Hoje lota qualquer berimbau, boqueta, pé-sujo, biboca, barraquinha de hot-dog, beira de esquina. Lota. Não que todos fumassem. Mas é que a convivência entre fumantes e não-fumantes é, acredito, de formação, pacífica, e um vai com o outro lá fora fumar, igual mulher quando vai ao banheiro. Tudo bem. Olha só: efeito positivo! Mais gente nas ruas. Inclusive nos passeios e calçadas. Não estou falando?

As ruas são todos os estilos musicais, formas, físicas e mentais, qualquer mistura possível de ver. Onde mais conheceríamos tantas raças de cachorros? Tantas cores de cabelos? Onde mais, homens e mulheres apaixonados andando de mãos dadas, um com um ou com outro e outro, também? Diversidade chama diversidade e criatividade.

Onde mais mulheres muçulmanas, monges budistas, judeus ortodoxos, indianos com seus sáis, a neguinha com chapéu? O típico cafetão das ruas nova-iorquinas de cinema e o cabeça-chata, lado a lado, puxando incautos para os shows da noite de néons da Rua Augusta? A exposição de carros-jóias de todas as cores atrás de vitrines de vidro da Avenida Europa? Se você não estiver em Brasília, tem de parar o carro um pouco, vai se acostumando. Andar vai lhe fazer bem. Depois me conta.

Está todo mundo aí, tentando construir networking, a tal rede de relacionamento virtual que talvez até um dia possa render alguma coisa, além de amolação. Todo mundo acabou voltado para dentro, recolhido. Isso não é bom. Nos tornam frágeis, inseguros, solitários, desinformados e manipuláveis.

Porque nos torna invisíveis. Às ruas, portanto! Networking Street. Ao menos poderemos olhar uns para os outros.

São Paulo, nas ruas a gente pode se esbarrar.

Por: Marli Gonçalves ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ); Jornalista. Está esperando só a recuperação total para poder "bater pernas" por aí, mais longe. Sempre adorou passear. Entre outras, nos Anos 70, a moleca aqui ajudou a fazer um programa de rádio que ficava no ar ali na Rua Augusta, transmitindo recados de carro a carro. Com o Roberto Tripoli (Xexéo, para mim), e o Jacques Gregorian (que agora está com programa imperdível no site da Jovem Pan!). Eles não vão negar....

Vem voar comigo, igual passarinho, pela internet, onde quiser, pelo Twitter, Facebook, blog, tudo feito com muito esforço para ficarmos juntos mais tempo: Inaugurei uma Seção legal, chamada Patrulhinha Urbana. Você podia ajudar. Vai lá! Conheça meu blog! Entre, participe e fique à vontade. Sinta-se em casa. Divirta-se. Visite o meu blog: http://marligo.wordpress.com.

Tenho Twitter e gostaria de ter mais seguidores e amigos. Vem? Siga-me! O passarinho canta. É divertido. Tenho postado coisas legais, fotos, desabafos, fatos, noticinhas e afazeres do dia-a-dia. O endereço é "www.twitter.com/MarliGo".

Aqui você encontra todos os artigos anteriores: www.brickmann.com.br

Manias que todos nós temos

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Nós, quem? Nós, vírgula! Você diria, já negando? Mas daqui a pouco vai relaxar e concordar. Todos nós somos muito loucos. Nossas minimanias são legais, algumas são geniais. Desde que não incomodem outros e ultrapassem os limites. Senão, vira o tal transtorno obsessivo-compulsivo, TOC, se toque!


roer-unhasOs psiquiatras, psicanalistas, psicólogos, analistas, terapeutas têm. Personalidades têm. Jornalistas têm, nem te conto! Publicitários são campeões, provavelmente empatados com religiosos de todos os naipes e militares. Loiras mexem nos cabelos, numa escovação contínua com os dedos. Atores usam óculos escuros bem grandões para não ser reconhecidos, chamando sempre a atenção. Gays mais liberados, homens ou mulheres, têm a mania de mostrar trejeitos claros de suas opções.

Manias são informativas. Mas não podem ser encaradas com preconceito, senão não se consegue aproveitar essa parte boa. Manias são engraçadas, mas deixe para rir em casa quando descobrir a de alguém. Manias são válvulas de escape, e muitas aparecem só quando ficamos tensos ou nervosos. Manias são dedos-duros, nos entregam sem que a gente perceba.

Algumas tiram o tesão. Outras são até afrodisíacas.

scooby-salsichaNão conheço nenhum estudo sobre esses nossos tiques, a ponto de poder liberar geral e dar aval à mania de ninguém, apenas observo - como diria? - as ruas, o tal grito rouco das ruas. Por exemplo: falar sozinho! Todo mundo um dia se distrai e sai falando sozinho. Ri sozinho de alguma coisa que lembra, conversa consigo mesmo. Debate uma ideia, como se realmente houvesse aquele anjinho de um lado e o diabinho do outro, como nos filmes. Dentro do carro, então, nossa! Igual, repare só, quantos limpam o "salão" do nariz, a maioria homens.

Cachorro fala? Que eu saiba, ainda não. Embora você tenha praticamente certeza de ouvir e ver vários nas ruas, conversando com seus donos, animadamente. Na verdade, dublados. Namoram, paqueram, fazem amigos, têm suas reações explicadas em detalhes.

Nota importante: antes de continuar lembrando mais manias, preciso adiantar que nada me exime - faço várias dessas coisas.

Tem as manias íntimas, beirando o inconfessável. Quem nunca se esqueceu de depilar um lado de alguma coisa? Quem nunca voltou da rua para se certificar de que a janela estava mesmo fechada, ou a torneira, a privada sem descarga? Quem nunca passou o dia inteiro tentando se lembrar de alguma coisa que, tem certeza, esqueceu, mas não era para esquecer e talvez nem tenha esquecido nada?

Quem nunca fez silêncio ao ouvir gemidos gostosos e camas falantes no apartamento de cima, no de baixo, do outro lado da parede? Quem nunca pegou um copo para escutar melhor, em "3D"? Quem não parou de prestar atenção em quem estava com você quando, ao lado, rolava uma conversa bem mais interessante de ouvir? Legal mesmo é quando quem está com você tem a mesma mania, saca, e para de falar, fica em silêncio, para ouvir também. E quem não deu aquela última olhadinha no espelho, de rabo de olho, antes de sair, para ver se a bunda está lá no lugar, a sua mesmo?

placa-abnE no trânsito, então? Confesso: tenho mania de ler as placas dos automóveis e ficar pensando palavras ou expressões para elas. Tipo: ABN, Associação das Baratas Narigudas, ou Nauseabundas, ou Nervosas, ou Nocivas, ou... Passo minutos nessa mania-brincadeira, incontrolável. Fora que tenho mania, na verdade, de ler tudo, e por isso amo profundamente a Lei Cidade Limpa de São Paulo, que melhorou muito a minha vida. Antes, era tanta coisa, tanta tranqueira, que voltava esgotada de tanto ler nas ruas. Não posso!

Para vocês terem uma ideia, fiquei doida semana passada, passando na Marginal Pinheiros e, de longe, avistando uma placa de rua "M. Gonçalves". Outros tempos, e eu já me veria armando um plano para, digamos, "obtê-la".

colecao-moedasÉ. Eu também tenho mania de colecionar umas coisas. Algumas, até com sentido; outras, absurdas, e às vezes temporárias. Coleções que, quando descobertas ou quando observadas com calma, revelam manias que, convenhamos, não caem muito bem. Você deve ter alguma.

Todo mundo, acredito, por mais minimalista que seja, coleciona alguma coisa. Não é possível não ter essa mania. O cara pode achar que não, mas coleciona, sei lá, camisas brancas. Outro, listas de mulheres (que fez) infelizes. Outras talvez colecionem amantes maravilhosos. Ou caixas de fósforos, isqueiros, canetas. Gravatas. Tem quem colecione, com prazer, desafetos. Outros, dívidas. Dizem que todas as mulheres colecionam bolsas e sapatos, mas prefiro não comentar.

Tem quem tenha a mania de mentir, tão mania que a verdade começa a mentir para tentar se encaixar. Tem quem tem mania de ser outra pessoa, o que deve ser um sofrimento e tanto, embora sejam tipos tão comuns.

Todo mundo tem uma mania antes de dormir. Todo mundo tem, por mais ateu, uma persignação que faça, seu Cruz Credo particular. Todo mundo olha disfarçadamente a sola do sapato quando sente um cheiro que pode ser, digamos, uma pisada. Todo mundo tem mania de gostar de sentar em lugares específicos, todo mundo tem uma mania ou forma de comer algo, ou alguém.


Eu, me entrego pela última vez hoje, juro, por exemplo, ACUSADO 1,2,3! - tenho mania de esburacar o queijo. Quando eu vejo, já foi, zapt! Tortinho. Nessa série tem: o tubo da pasta de dente, a tampa da garrafa, um lado da toalha.


Já ouviu falar que é feio sentar no próprio rabo? Às vezes somos tão críticos, ou tão ligados em preceitos sociais, que sofremos angústias. Sofremos e brigamos com a gente mesmo, o que faz com que uma das nossas melhores manias, a de conversar com o espelho, se torne difícil ou impossível.

São Paulo, 2010, onde normal é ser maníaco pelo menos um pouquinho.

Por: Marli Gonçalves, Jornalista. Confessa várias manias, sem nenhum toque. Pensei agora em uma música: Mania de Você, da Rita Lee. Escrevendo, peguei mais essa mania aí. Mania de você. E-mails: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Blog: marligo.wordpress.com.

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Tenho Twitter e estou querendo ter mais seguidores e amigos. Vem? Siga-me! O passarinho canta. É divertido. Tenho postado coisas legais, fotos, desabafos, fatos, noticinhas e afazeres do dia-a-dia. O endereço é "www.twitter.com/MarliGo".

‘Procissão dos Mortos’ reuniu 500 pessoas na noite de sexta-feira 13 em Jacareí

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Inspirada em uma lenda da cidade sobre a caminhada dos mortos do cemitério até uma igreja localizada na região central, procissão reuniu moradores com trajes fúnebres a partir da meia noite. Evento é parte do Festival do Folclore, que acontece durante o mês de agosto em Jacareí.

procissao_dos_mortos1Na última sexta-feira, dia 13, a Fundação Cultural de Jacarehy José Maria de Abreu reuniu mais de 500 pessoas durante a primeira Procissão dos Mortos em Jacareí, a 80 km de São Paulo. A performance teatral itinerante foi inspirada em uma lenda da cidade que dizia que os mortos saíam de seus túmulos no cemitério da Saudade (localizado no bairro Avareí, hoje região central do município) e seguiam se lamentando até a igreja do Avareí. Se alguma pessoa viva fosse surpreendida espionando a procissão, ela recebia uma vela que, se fosse apagada, transformava-se em osso humano.

“A lenda diz que a procissão acontecia porque os mortos ficaram inconformados com a mudança do cemitério para um bairro que, na época, não estava incorporado à região central”, comenta o diretor de Cultura da Fundação, Alberto Capucci.

procisao_dos_mortos3Cinco atores interpretando personalidades históricas da cidade ficaram em diferentes pontos do município como estátuas vivas, prontos para integrar a procissão. Eles representaram o patrono da Fundação Cultural de Jacarehy, o fundador da cidade e um barão do café, acompanhado de sua esposa e filha. O grupo saiu à meia-noite do Pátio dos Trilhos (antiga Estação Ferroviária da cidade) e seguiu em direção ao Largo do Avareí, passando pelo Parque da Cidade. Os participantes entraram no clima e usaram maquiagens e trajes fúnebres durante a caminhada.

O evento faz parte da proposta da Fundação Cultural de Jacarehy de valorizar as lendas e “causos” que compõem o imaginário popular da região. “Já temos o programa Uma Noite no Museu que é um sucesso. O público curte essas histórias de assombração que provocam suspense e curiosidade”, afirma Capucci. A Procissão dos Mortos faz parte do Festival de Folclore, que tem reunido diversas atividades gratuitas durante todo o mês de agosto em Jacareí. A programação inclui exposição de selos, música regional, gastronomia, cinema, debates e contação de causos e lendas.

Por: Ana Carolina Esmeraldo ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), da Ex-Libris Comunicação Integrada.
Crédito das imagens: Valter Pereira/PMJ.

Teatro Alfa apresenta - 1001 Fantasmas

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Adaptação do livro homônimo de Heloísa Prieto (Ed. Cia das Letras)

teatro-alfa-o-gritoO espetáculo 1001 Fantasmas, da Cia. O Grito, estreia em 14 de agosto, sábado, às 16 horas, na Sala B do Teatro Alfa.

Dirigidos por Roberto Morettho (indicado ao Prêmio Femsa 2004 de melhor direção), os atores Alessandro Hernandez (prêmio APCA de melhor ator no Teatro Infantil em 2005 e indicado ao prêmio Femsa de melhor ator em 2009), Léia Rapozo (indicada ao prêmio Femsa na categoria revelação em 2009), Pedro Schwarcz e Teca Spera, levam para a cena as personagens do livro homônimo de Heloísa Prieto (Cia. das Letras).

Sinopse

Na montagem, um grupo de crianças se une para enfrentar dois caça-fantasmas que querem sugar a boa energia dos seres do mundo visível e invisível. Para combatê-los, elas recorrem à força da Sociedade Secreta 1001 Fantasmas, formada por crianças e adultos que ainda conseguem enxergar os mistérios e as belezas da vida.

Vitor Aligheri é um menino que vive numa cidade grande e mora com os pais. Um dia, chega à sua casa o Tio Ademar e fatos inexplicáveis começam a acontecer. De um momento para o outro, o garoto se vê sozinho e em apuros. É então que ele encontra um anúncio de jornal sobre a Sociedade Secreta 1001 Fantasmas e decide escrever uma carta pedindo ajuda. Quando chega a resposta, Vitor descobre um novo mundo, cheio de mistérios e segredos.


A linguagem cênica

A proposta cênica do espetáculo é pautada entre o universo sensível do livro, que brinca com o sobrenatural como algo natural ao universo infantil, e o jogo dos atores na cena, que revelam através de suas ações a história apresentada.  Há jogos entre narrativas e ações, entre sonoridades distorcidas e composições musicais originais, luzes dissonantes que evocam símbolos e outras que ambientam espaços “realistas”, além de cenários e figurinos que se transformam. Com este trabalho, a Cia. O GRITO pretende continuar o trabalho desenvolvido nos espetáculos anteriores e apresentar abertamente os mecanismos da construção da cena, com a criação e exposição das convenções características da arte teatral, ou seja, um ator que, sem deixar de ser ele mesmo, dialoga com o texto, o cenário, o figurino e a música.

O livro “1001 Fantasmas”, de Heloísa Prieto, fala sobre a capacidade que as crianças têm de enxergar os mistérios e as belezas da vida, coisa que os adultos, em seu dia a dia pragmático, já não conseguem acessar mais. A Cia. O GRITO pretende construir uma comunicação poética e, através dessa história “sobrenatural”, conseguir estabelecer uma fruição sensível e aberta junto às crianças.


O papel da música e da sonoplastia

A música, criada por Mariane Mattoso, além de ser capaz de acionar os mistérios invisíveis, torna palpáveis os sentidos das personagens. O som evoca e cria o encontro entre o real e o metafísico em cena.


Sobre o figurino

Os figurinos-cenográficos e os figurinos-objetos criados por Telumi Hellen vêm ao encontro das propostas do grupo e da dramaturgia. Eles revelam outros tempos e lugares contidos nas histórias e nas personagens. São a representação das camadas visíveis e invisíveis que compõem a história apresentada e que, ao mesclar ambientes e roupas, proporcionam a elaboração de variados signos e significados. As histórias contadas através da atuação da imaginação, da invenção e da brincadeira inspiraram a criação dos figurinos base, dos figurinos cenográficos e dos figurinos objetos.


Sobre a cenografia

Marisa Bentivegna cria um cenário lúdico e flexível. Em estruturas com rodas, uma casa se transforma de acordo com o jogo dos atores/personagens, ambientando esteticamente os mistérios contidos na “casa fábula fantasmagórica”.


Sobre o grupo

Fundada em 2003, a Cia O GRITO foi criada no Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP, a partir de um grupo de estudos sobre dramaturgia e encenação contemporânea com experimentações entre cena e texto. A companhia tem em seu histórico os espetáculos O Armário Mágico, Poe, Edgar, Caça aos Ratos, A Terra Onde Nunca se Morre, Marujo o Caramujo e a Minhoca Tapioca e O Caso da Casa.


Ficha técnica

Direção – Roberto Morettho. Dramaturgia – Alessandro Hernandez e Roberto Morettho. Elenco – Alessandro Hernandez, Léia Rapozo, Pedro Schwarcz, Teca Spera. Cenário e iluminação: Marisa Bentivegna. Figurinos: Telumi Hellen. Adereços: Telumi Hellen e Cia. O GRITO. Trilha Sonora original – Mariane Mattoso. Maquiagem: Telumi Hellen e Teca Spera. Orientação Corporal: Ana Sharp. Produção Executiva: Alessandro Hernandez, Léia Rapozo e Roberto Morettho. Produção Geral – Cia. O GRITO – Cooperativa Paulista de Teatro.


Serviço – 1001 Fantasmas no Teatro Alfa

Recomendado para crianças a partir de 8 anos.


Estreia: 14 de agosto, sábado, às 16 horas.

Temporada: de 14 de agosto a 3 de outubro – sábados e domingos, às 16h

Local: Teatro Alfa – Sala B – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – Sto. Amaro (Tel. 5693.4000)

Lotação: 200 lugares

Duração: 60 minutos

Preço: Crianças até 12 anos: R$12,00 - Adultos: R$ 24,00

Como Comprar:

Os ingressos dos espetáculos promovidos pelo Instituto Alfa de Cultura no Teatro Alfa estarão à venda sempre com 15 dias de antecedência.

Por Telefone: 5693-4000 e 0300-789-3377 (Serviço exclusivo do Teatro Alfa)

Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard e Diners Club), de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 17h. Em dias de eventos até 1 (uma) hora antes do início dos mesmos. Os ingressos poderão ser retirados no próprio teatro no dia do espetáculo. Obs.: Sem taxa de conveniência.

Pessoalmente - Bilheteria do Teatro Alfa:

Venda efetuada com cartões de crédito (Amex, Visa, MasterCard, Diners Club), cartões de débito (Visa Electron e Redeshop) ou dinheiro, de segunda à sábado das 11h às 19h e domingos das 11h às 18h. Em dias de eventos até o início dos mesmos.

Site: www.teatroalfa.com.br

Estacionamento: Valet: R$12,00 – Self: R$ 8,00

Por: Luciana Lamanna ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ); da Quatro Elementos Comunicação & Mkt. Cultural.

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