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Da Advocacia para o Setor de Segurança

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cristiano-vargas-vaultSegundo o Sebrae, no Brasil existem 5,1 milhões de empresas sendo que 98% deste total são micro e pequenas empresas. E investir em um empreendimento tem sido a grande aposta de profissionais que querem deixar de ser funcionários para ter o negócio próprio. Mas, para obter sucesso como empresário, é preciso ter ousadia para criar projetos diferenciados, atrelando criatividade a um bom planejamento estratégico e financeiro.

É o caso da VAULT, empresa especializada em Blindagem Arquitetônica e Sistemas Integrados de Segurança (Controle de Acesso, CFTV e Alarme). Há quase vinte anos fabricando, distribuindo e implementando soluções integradas de segurança, a VAULT surgiu como um embrião dentro de uma empresa de engenharia voltada para execuções de projetos e estruturas metálicas no segmento de módulos habitáveis para plataformas de petróleo, containers de cargas e vagões ferroviários.

Um dos sócios-fundadores, Cristiano Vargas (foto), viu no negócio uma oportunidade de mudar o rumo profissional, já que, formado em Direito, o empresário não estava feliz trabalhando em escritório de advocacia. “Nessa época, eu tinha um amigo que morava em San Diego, Estados Unidos, e tinha comentado sobre uma feira de segurança que ele havia visitado na região e achado interessante. Então, pedi que me mandasse um material sobre os produtos e as empresas do mercado americano. Passei a pesquisar este mercado no Brasil e constatei que havia uma demanda muito grande por este tipo de serviço e poucas empresas que o prestavam”. Ao perceber que o nível de produto no mercado americano era extremamente mais avançado do que o brasileiro, Vargas passou a importar estes produtos em sociedade com seu amigo de San Diego.

Com o aumento da violência no início dos anos 90, a empresa de engenharia (hoje extinta) decidiu criar uma empresa destinada especialmente à fabricação de portas de segurança em função da crescente demanda por estes produtos. Atualmente, a VAULT desenvolve projetos mais complexos, customizados, com proteções de ambientes inteiros para residências, condomínios, bancos, empresas e representações diplomáticas. “No início, contamos apenas com recursos próprios, mesmo porque passamos bastante tempo apenas pesquisando e estudando, ou seja, só gastando. Então, ninguém ia nos conceder empréstimo sem um negócio propriamente montado e funcionando. E nem nós mesmos tínhamos esse objetivo, já que ainda não tínhamos nosso negócio operando”, pontua o executivo.

A principal dificuldade no início da VAULT, segundo Vargas, foi ter paciência e determinação para passar tanto tempo só investindo e pesquisando sem ter receita alguma. “Tanto é que o meu sócio, que iniciou o projeto comigo, ao voltar para o Brasil, não aguentou e arrumou um emprego. Portanto, fiquei sozinho na empreitada e, posteriormente, arrumei outros dois sócios (amigos antigos) que abraçaram o projeto e estão comigo até hoje”. Outro problema, percebido mais à frente, foi a dificuldade de lidar com burocracia, carga tributaria e a legislação trabalhista. “Essa nossa estrutura arcaica acaba resultando em uma quantidade enorme de informalidade, gerando concorrência desleal”.

Com faturamento de 12 milhões de reais em 2009, a VAULT realizou importantes investimentos como a mudança da fábrica que passou de uma área de 850 m2 para 1600 m2; a aquisição de máquinas modernas como guilhotina e debradeira tipo CNC; maior participação em feiras especializadas como ISC Brasil e Exposec; a inserção no mercado corporativo de cofres blindados padrão tesouraria, atendendo clientes como Banco do Brasil e Correios que, juntos, somam mais de 1000 cofres em produção; e o lançamento do bollard, equipamento utilizado para controle de tráfego motorizado e de pedestres em áreas protegidas.

A VAULT já atendeu mais de 3000 clientes e realizou desde blindagem de portas residenciais (mais de 1500 residências) até blindagem de fachadas inteiras de prédios localizados em área de risco de bala perdida no Rio de Janeiro, como da Fiocruz, White Martins, Tribunal de Justiça e Petrobrás. Este último resultou em uma das maiores blindagens feitas no Brasil (Nível III contra fuzil), totalizando mais de 1000 m2 de área protegida (vidros blindados). Acredito que o grande segredo para obter sucesso no empreendedorismo é ter persistência, ter pleno conhecimento sobre o mercado em que irá atuar, além, claro, de um bom planejamento, finaliza Vargas.

Por: Flávia Ghiurghi; Assessora de Imprensa ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Qualidade de crédito do consumidor recuou 0,3% no segundo trimestre, revela Serasa Experian

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O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor, que avalia, numa escala de 0 a 100, a qualidade de crédito do consumidor – quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito – registrou recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2010, atingindo o valor de 80,3.

Segundo economistas da Serasa Experian, o recuo é justificado pelo aumento acelerado do endividamento dos consumidores, especialmente a partir de meados de 2009, estimulado pelas condições de crédito mais favoráveis (juros mais baixos e prazos mais longos), pela evolução do emprego e pelas medidas de isenções tributárias em determinados segmentos de bens duráveis, tornando atraente ao consumidor aquisição destes bens via financiamentos.

Contudo, tal evolução do endividamento não foi acompanhada, na mesma proporção, pelos incrementos observados na renda. Este fato contribuiu para a redução da qualidade de crédito do consumidor (aumento do risco de inadimplência), verificado no segundo trimestre de 2010.

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Vale a pena notar que apesar do recuo detectado no segundo trimestre, o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor ainda permanece em nível superior ao observado nos meses imediatamente anteriores à eclosão da crise financeira internacional (quarto trimestre de 2008), atingindo, neste segundo trimestre de 2010, a segunda maior cifra desde o terceiro trimestre de 2008.


Análise Regional

Na análise regional, verifica-se que as regiões Sul e Sudeste são as únicas a se situarem acima da média nacional (80,3), em termos de qualidade de crédito dos seus consumidores, registrando as marcas de 85,0 e 80,4, respectivamente. Em seguida temos o Nordeste, com 79,0, praticamente empatado com o Centro-Oeste (78,6). E, por fim, aparece a Região Norte com 76,5.

Comparativamente ao trimestre anterior (primeiro trimestre de 2010), as regiões economicamente menos desenvolvidas do país – Norte e Nordeste – registraram as maiores quedas na qualidade de crédito dos consumidores: -1,9% e -1,2%, repesctivamente. A região Centro-Oeste manteve a sua qualidade de crédito inalterada, e as regiões mais ricas – Sul e Sudeste – exibiram elevações (0,2% e 0,5%, respectivamente) na qualidade de crédito dos seus consumidores durante o segundo trimestre de 2010.
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Análise por Rendimento Pessoal Mensal

Por faixa de renda, a classe que ganha até R$ 500 por mês é a que possui o menor índice de qualidade de crédito (75,7). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador, 94,0, seguida pela classe de renda de R$ 5 mil a 10 mil (92,9). Assim, a qualidade de crédito do consumidor tende a ser positivamente correlacionada com a sua renda.

Na classificação por rendimento mensal, o maior recuo na qualidade de crédito durante o segundo trimestre de 2010 foi observado nos consumidores que ganham até R$ 500,00 por mês (queda de 3,0%). Também foram observadas quedas trimestrais na qualidade de crédito dos consumidores dos extratos superiores de rendimento mensal: entre R$ 2.000 a R$ 5.000 (-2,4%), entre R$ 5.000 e R$ 10.000 (-0,8%) e mais de R$ 10.000 (-0,2%).

Somente os consumidores que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês e entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês acusaram elevação de suas qualidades de crédito no segundo trimestre de 2010: altas de 1,2% e 1,6%, respectivamente.

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Metodologia do Indicador

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor avalia, trimestralmente, o risco de crédito dos consumidores. É construído a partir dos scores computados a partir de uma amostra aleatória representativa de 450 mil pessoas físicas sem identificação, constantes da base de dados da Serasa Experian, com base nos modelos internos de avaliação de risco de crédito. O indicador varia numa escala de 0 a 100 e quanto maior, melhor é a qualidade do crédito (menor é a probabilidade de inadimplência). É segmentado por região geográfica e classe de rendimento mensal.


Serasa Experian

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A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007.

Responde on-line/real-time a 4 milhões de consultas por dia, auxiliando 400 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais e soluções customizadas para utilização da tecnologia de certificação digital e de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.


Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.


www.serasaexperian.com.br



Experian

A Serasa Experian é parte do grupo Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes em mais de 65 países. A empresa auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização o processo de tomada de decisão. A Experian plc também apóia pessoas físicas no gerenciamento de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade.

A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100, que é o principal indicador do desempenho médio das cotações da Bolsa de Londres. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2009 foi de US$ 3,9 bilhões. A empresa emprega cerca de 15.000 pessoas em 40 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; em Costa Mesa, na Califórnia e em São Paulo, Brasil.

Para mais informações, visite http://www.experianplc.com

Por: Viviane Evangelista ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Estudo inédito da Economist Intelligence Unit aponta principais desafios do Brasil

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logo-eiuPatrocinado pelo HSBC, análise indica caminhos que o País deve seguir na próxima década para se tornar um dos mercados mais atrativos do mundo e alcançar um crescimento sustentável do PIB acima de 5% por ano.

Como parte do HSBC Festival Brazil, celebração internacional dos negócios e da cultura brasileira e do HSBC Global Culture Exchange Programme em 2010, o HSBC está divulgando hoje, 26 de julho, o estudo Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world, feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), do grupo The Economist. O estudo, realizado com 536 executivos seniores em todo o mundo, revela como os investidores enxergam o Brasil e como o país se posiciona mundialmente.

O estudo reconhece as conquistas brasileiras nos últimos 15 anos, o que inclui privatizações bem-sucedidas, uma nova moeda estável - após a introdução do real em 1994 -, um aumento vigoroso da demanda global pelas suas abundantes reservas de commodities e a significativa expansão de comércio bilateral com a China, que aumentou mais de 50% desde 2007.

A análise também identifica como os quatro principais desafios para o País, educação, infraestrutura, inovação e reconhecimento internacional, áreas nas quais o Brasil ainda precisa realizar progressos para atingir todo o seu potencial como nação. Segundo Justine Thody, diretora da EIU, "caso estes desafios possam ser trabalhados na próxima década, a economia poderá sustentar taxas de crescimento anual acima de 5% durante um longo período, em uma economia de classe média e população de 200 milhões de habitantes, o que formaria um dos mercados mais atraentes do mundo".

logo-hsbcDe acordo com Andre Loes, economista-chefe do HSBC no Brasil, "os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil durante a próxima década. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos serão as atrações mais próximas, mas estes eventos vão estimular o potencial de crescimento sustentável e de longo prazo identificado pela EIU". O documento ressalta o atual otimismo com a forte posição do Brasil atualmente e suas perspectivas. Contudo, os quatro desafios devem ser trabalhados para que o País atinja o seu potencial máximo. "Nós reconhecemos a importância da educação, infraestrutura, inovação e do reconhecimento global, como pontos de desafios, que não devem ser obstáculos para o Brasil moderno, focado no crescimento e na economia".

A questão da infraestrutura aparece como o primeiro item da lista de desafios para os investidores, segundo a EIU. Quase metade dos entrevistados (49%) afirma que "padrões de baixa qualidade ou custos elevados de infraestrutura" são os principais obstáculos operacionais. Apesar de alguns avanços em logística, o transporte é caro e a malha rodoviária insuficiente. Também existem poucas ferrovias e o potencial do transporte marítimo continua sendo extremamente inexplorado, com portos e aeroportos que já estão congestionados. Estas condições podem aumentar em um quarto ou mais o preço para levar os produtos aos seus respectivos mercados, segundo os investidores. A solução, ainda com base na análise, é prover uma melhor infraestrutura considerando soluções coordenadas entre diferentes esferas governamentais e do setor privado.

No sistema educacional, as principais fraquezas estão na formação para o mercado de trabalho. Embora muitos formandos de universidades brasileiras sejam percebidos como de primeira classe, há poucos deles. Educação e recursos pobres durante o nível secundário fazem com que os estudantes deixem as escolas entre os menos instruídos em todo o mundo. As empresas descobrem que elas devem preencher os lapsos de habilidades com treinamentos próprios. Pelo menos um terço dos investidores entrevistados diz que a falta de capacitação representa um dos principais problemas operacionais, com quase metade (47%) das companhias americanas apontando este como o principal desafio do Brasil.

inovao-ideiaA classificação do Brasil também é baixa na maioria dos rankings de inovação e análises mais aprofundadas sugerem que mesmo os atuais pequenos investimentos em inovação poderiam produzir resultados significativamente melhores. O investimento em inovação é considerado relativamente baixo e insuficiente, mas de acordo com a análise, produziu avanços considerando "tecnologias verdes".

Cerca de 57% dos entrevistados brasileiros não têm um programa de pesquisa e desenvolvimento ('R&D') ou sequer planos para criar um em breve no País. No entanto, metade (49%) dos entrevistados descreve como "muito boa" ou "excelente", a capacidade dos negócios baseados no Brasil de se integrarem com as últimas tecnologias internacionais.

Isso indica que melhor educação, infraestrutura e investimentos em pesquisas e desenvolvimento (P&D), além de relações mais próximas entre empresas e universidades, resultariam automaticamente em impactos positivos em inovação. Dito isso, os negócios já ultrapassaram barreiras, desenvolvendo tecnologias ambientais e agrícolas que hoje já estão sendo exportadas para todo o planeta.

O reconhecimento internacional das empresas brasileiras está melhorando, principalmente na China. Mas o estudo mostra que as empresas brasileiras ainda sofrem com baixo reconhecimento em outros países. Exceto algumas empresas muito conhecidas, as marcas brasileiras ainda falham neste quesito: 84% dos entrevistados afirmaram que marcas brasileiras não são muito reconhecidas ou muito consideradas em outros países. Apenas 3% dos entrevistados americanos acreditam que as marcas brasileiras são altamente reconhecidas e consideradas. Contudo, a percepção das marcas brasileiras entre os entrevistados chineses muda, com quase um quarto dos respondentes (24%) recebendo os produtos brasileiros deforma acalorada.

O material completo pode ser obtido no endereço www.hsbc.com/culturalexchange.


1 - Sobre o relatório

Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world é um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU), patrocinado pelo HSBC. O estudo é baseado em entrevistas com especialistas e analistas, previsões da EIU e entrevistas com executivos de 536 companhias de 18 setores, entre abril e maio de 2010. Cerca de um terço dos entrevistados estão no Brasil, 11% na América Latina, 20% na Ásia, 15% na América do Norte e 12% na Europa Ocidental. Cerca de 41% das companhias obtiveram faturamento anual superior a US$ 500 milhões e 22% acima de US$ 1 bilhão. Em termos de senioridade, 58% dos respondentes são autoexecutivos ou membros dos conselhos de administração das empresas.

2 - Programa de Intercâmbio Cultural do HSBC

O HSBC estimula o entendimento e a aceitação de diferentes culturas de todo o mundo via seu Programa de Intercâmbio Cultural. Como provedor internacional de serviços financeiros, o HSBC trabalha com os seus clientes em 88 países ao redor do planeta, reforçando a troca de idéias entre diferentes culturas para gerarfestival-brasil-2010 e fortalecer relações de negócios. Desde o seu lançamento em 2008, o programa englobou culturas (no sentido mais amplo do termo) em mais de 25 países: de artes à culinária, de linguagem à literatura e dança, arte de rua e todos os tipos de música. www.hsbc.com/culturalexchange. Em 2010, o foco do Programa é "O Brasil, celebrando a nação que deverá ser a quinta maior economia do mundo até 2025".

Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world faz parte do HSBC Festival Brazil, uma celebração internacional da cultura e da economia brasileira. O foco dessa celebração é o Festival Brazil, no Southbank Centre - um festival de três meses com o melhor da música, teatro, literatura e artes visuais do Brasil criado em parceria com o HSBC


3 - HSBC Holding

HSBC Holdings, controladora do Grupo HSBC, está sediada em Londres. O Grupo atende clientes em todo o mundo, com cerca de 8 mil escritórios em 88 países e territórios na Europa, Ásia, Américas, Oriente Médio e África. Com ativos totais de US$ 2,4 trilhões em dezembro de 2009, o HSBC é um dos maiores bancos do mundo. Também é conhecido globalmente como o "banco local do mundo".

Por: Amanda Cardoso ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Voto de confiança no Vietnã e na Dragon Capital Funds

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Na segunda-feira 12 de julho, o Vietnam Enterprise Investments Limited (VEIL) e o Vietnam Growth Fund Limited (VGF), fundos de investimentos gerenciados pela Dragon Capital, realizaram suas assembleias gerais anuais (AGAs) na Cidade de Ho Chi Minh no Vietnã. As AGAs contaram com comparecimento excepcionalmente alto dos acionistas, com 66% para o VEIL e 66,8% para o VGF. Todas as resoluções foram votadas de acordo com as recomendações dos Conselhos, incluindo os votos contra a liquidação dos fundos.

Richard McKegney, Executivo-Chefe do VEIL, disse, "O voto de continuação estava escrito nos Estatutos do fundo desde 1995, na época do seu lançamento. Isto foi antes da existência da bolsa de valores no Vietnã. Os acionistas agora tiveram a oportunidade de expressarem suas opiniões e o forte consenso é o de seguir em frente".

Marc Faber, Executivo-Chefe do VGF, disse, "Estamos satisfeitos com a confiança expressada pelos acionistas nas possibilidades tanto para o Vietnã quanto para o fundo, através da votação preponderante para sua continuação".

O Vietnã é geralmente visto como um dos mercados de fronteira mais promissores do mundo, pois a reforma permite que forças demográficas, sociais e culturais latentes se transformem em poderosos impulsionadores do crescimento. A bolsa de valores do país se desenvolveu rapidamente nos últimos anos, atingindo atualmente quase US$ 40 bilhões, de US$ 1 bilhão em 2005 e os fundos gerenciados pela Dragon Capital são o maior investidor estrangeiro da bolsa de valores vietnamita.

O VEIL e o VGF foram recentemente objeto da atenção da VR Capital, uma companhia gestora de fundos baseada em Moscou com participações nos fundos, que apoiou as resoluções para a liquidação. Porém, 83,24% daqueles com direito a voto na AGA do VEIL e 89,22% daqueles com direito a voto na AGA do VGF se opuseram à liquidação. Portanto, ficou claro que a maioria substancial dos acionistas querem a continuação dos fundos.

Quando perguntado sobre os resultados das AGAs, Dominic Scriven, Executivo-Chefe da Dragon Capital, disse, "Gostaria de agradecer aos investidores do VEIL e do VGF por participarem com tanto entusiasmo das assembleias deste ano. Os resultados refletem um claro sentimento de que agora não é a hora de sairmos do Vietnã, devido aos fortes fundamentos do mercado combinados com baixas avaliações de patrimônio".

"Considera-se que a qualidade do gerenciamento macroeconômico no Vietnã está melhorando, na medida em que o Governo se move na direção de regulamentações financeiras mais rígidas, modernização da política monetária e assegurar maior estabilidade para o crescimento. Espera-se que a expansão do PIB seja de 6,5% este ano".

Da PR Newswire Brasil

Desvantagem competitiva prejudicial ao consumidor

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maquina-de-escreverA indústria têxtil paulista é pioneira em produção mais limpa. Na década dos 90, quando o tema ainda era incipiente, participou de um programa piloto da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que mapeou fábricas para dimensionar o consumo de energia e água e verificar a geração e disposição de resíduos. O diagnóstico foi um passo relevante para desencadear um processo de modernização produtiva focada na questão ecológica.

Verifica-se, agora, outro avanço: o Sinditêxtil (Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo) lançou o Manual de Indicadores de Desempenho Ambiental (água consumida e água reutilizada, energia, carga orgânica, geração total de resíduos e a sua parcela reciclável). O objetivo é contribuir para que número crescente de empresas adote processos produtivos cada vez mais sustentáveis, respondendo ao desafio prioritário da humanidade de reverter as mudanças climáticas e recuperar a salubridade do habitat.

Para se ter ideia do alcance da iniciativa, ela aplica-se a um parque empresarial que se constitui no principal exportador da moda brasileira, emprega 518 mil trabalhadores, fatura cerca de R$ 28 bilhões, recolhe R$ 1 bilhão em impostos anualmente e é responsável por cerca de 40% do faturamento de toda a indústria têxtil e de confecção do Brasil. Portanto, justifica-se de modo pleno o esforço despendido na elaboração do manual técnico, resultante de abrangentes estudos, realizados ao longo de dois anos.

A preocupação com a sustentabilidade é um compromisso inalienável de empresas, entidades de classe e governos. Não fosse a consciência ambiental, intrínseca às sociedades civilizadas, há toda uma questão relativa ao marketing e ao comércio interno e externo. Povos e nações tendem a repudiar bens e produtos processados à revelia da proteção ambiental, de condições humanas de trabalho, de salários dignos e da qualidade dos insumos e matérias-primas. Espera-se, assim, que os investimentos que temos feito em sustentabilidade, qualidade, pesquisa/tecnologia, inovação e design nos credenciem a ingressar nos mais exigentes e politicamente corretos mercados. Nesta década, a indústria têxtil brasileira já investiu mais de R$ 10 bilhões nessas áreas, sendo São Paulo o carro-chefe na aplicação desses recursos.

Estamos fazendo grande esforço para ampliar o mercado externo, tendo a qualidade e o compromisso com a sustentabilidade como diferenciais competitivos relevantes. Nos primeiros cinco meses de 2010, as exportações da indústria têxtil paulista foram de US$ 191,1 milhões, o que significa aumento de 32,48% na comparação com os US$ 144,2 milhões registrados no exercício anterior. O número seria de fato expressivo caso as bases de comparação não fossem tão baixas. No mesmo período de 2008, antes da crise mundial, o valor exportado era de US$ 212 milhões.

Na verdade, estamos nos recuperando lentamente, mas não chegamos às performances pré-crise. Contudo, é um alento saber que numerosos consumidores, de muitos países, têm acesso aos nossos produtos. As importações de têxteis e vestuário, por outro lado, continuam vultosas. De janeiro a maio, foram de US$ 443,7 milhões (mais 21,72% ante os US$ 364,5 milhões de 2009), resultando em déficit de US$ 252,6 milhões na balança comercial, 14,66% maior em relação a igual período de 2009.

O irônico é que, enquanto investimos em sustentabilidade e qualidade, nosso mercado está exposto a imensa quantidade de produtos fabricados sem grandes preocupações quanto àqueles quesitos da economia civilizada. Isto afronta o conceito de consumo responsável. Mais do que nunca, o ato de comprar não pode ser dissociado de uma atitude cívica perante as consequências sociais e ambientais inerentes à produção. Tal consciência é fundamental, inclusive na formação das novas gerações. Um desconfortável exemplo quanto a produtos alheios a esses valores é o comércio bilateral com a China (saldo negativo de US$ 140,77 milhões na soma de janeiro a maio). Este, aliás, é um dos principais pontos de desequilíbrio da balança.

É óbvio que a indústria têxtil de São Paulo continuará investindo em produção limpa, aprimoramento tecnológico, excelência e design. Afinal, jamais aceitaremos ter como parâmetro de competitividade as práticas de economias não alinhadas às leis de mercado e aos paradigmas da responsabilidade socioambiental. Considerando essa inegociável premissa, seria muito importante que se mitigassem nossas expressivas desvantagens ante concorrentes internacionais quanto aos juros, impostos, acesso ao crédito e taxa de câmbio. O consumidor brasileiro ficaria eternamente grato!

Por: Rafael Cervone Netto; Presidente do Sinditêxtil-SP e presidente em exercício do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

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