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Dez novos "clientes" para o mercado agrícula brasileiro

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Segundo o Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, estima-se que 10 países deverão abrir seus mercados para os produtos agrícolas brasileiros em 2010. As carners bovina, suína e equina são a prioridade na negociações, pode ser que mais países abram o mercado além dos 10 já "engatilhados".

Ainda segundo Stephanes, O Japão aparece como o país com melhores condições para essa abertura. A receita potencial desses novos mercados fixa-se em US$ 10 bilhões. "Se conseguirmos 10%, 20% disso... O importante é entrar nesse mercado e estamos adiantados em termos de negociações", afirmou o Ministro.

O aumento não é muito significativo para o Brasil, que já mantém relações comerciais com 180 países, aproximadamente, que agora poderão chegar perto dos 200 (lembrando que podem ser mais de dez novas aberturas).

Para facilitar as negociações o Brasil iniciará 30 missões sanitárias, fitosanitárias e comerciais em mais de 40 países. Ocorre que muitos países utilizam-se das barreiras sanitárias como barreiras comerciais patra proteger mais os próprios produtores, sem que ninguém possa acusar de subisidação.

Em 2009 alguns mercados foram abertos para diversos produtos brasileiros, como a Argentina para a carne suína, a China para aves e o Chile para carne bovina; este ano os grãos também terão atenção especial em países como China, Japão, Cingapura, Marrocos, Rússia, Canadá, Egito, Argélia e Emirados Árabes.

As negociações para abertura de novas praças comercias e de exportação no Oriente parece ser tratado como um assunto importante pelo Ministério, tendo em vista que dos 40 países que serão visitados quase metade fica nesse continente.

A abertura da União Européia também não podem parar, pois é onde o protecionismo cria mais e maiores barreiras comerciais, na maioria das vezes.

Por: Roberto Lacerda Barricelli. ContatO: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Procuram-se engenheiros

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A palavra que definirá os novos investimentos do ano de 2010 será, provavelmente, infraestrutura. Cifras bilionárias são indispensáveis para preparar o Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, e tais investimentos vão beneficiar empresas de engenharia e deflagrar uma onda de contratações de profissionais especializados.

As obras prioritárias para a realização dos jogos no Brasil incluem melhorias nas áreas de mobilidade urbana, rede aeroportuária, hotelaria, saúde, saneamento e telecomunicações, entre outras. Haverá ainda a necessidade de reformar ou construir estádios para a realização das competições, bem como a adaptação do entorno dessas edificações. Os recursos que viabilizarão as obras estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) criado para a Copa pelo governo federal, e deverão bater a casa dos R$ 21,8 bilhões.

Com o país transformado em um grande canteiro de obras, o setor poderá enfrentar o percalço da falta de mão de obra, principalmente a especializada. Os engenheiros serão necessários em todo o processo produtivo, do projeto à manutenção, mas a profissão já está desfalcada antes mesmo desse aumento da demanda.

A Federação Nacional de Engenheiros (FNE) calcula que quase 30% dos alunos de engenharia abandonam o curso antes da formatura. Os motivos são variados: desde a defasagem de alguns currículos universitários em relação à demanda do mercado até a dedicação exigida ao estudante. Nas últimas décadas, a forte razão para tantos jovens desencorajados foi o desaparecimento das perspectivas profissionais, pela falta de investimentos.

No início dos anos 80, as grandes obras que até então pipocavam em todo o Brasil foram canceladas em função da falência do Estado e da crise internacional de crédito. Um retrato da época foi a lanchonete “O Engenheiro que Virou Suco”, aberta na capital paulista por um engenheiro que decidiu aposentar o diploma, após muitas tentativas frustradas de encontrar emprego na profissão. Ser engenheiro não era mais sinônimo de sucesso profissional e a área deixou de despertar o interesse dos jovens.

Apenas recentemente, a partir do crescimento dos investimentos na indústria do petróleo, e agora, com as descobertas de grandes fontes de petróleo no Brasil, como a camada pré-sal, a engenharia voltou a atrair os estudantes. Com os investimentos da Petrobras e a necessidade de deixar o país pronto para receber os dois maiores eventos esportivo do mundo, é possível que tenhamos uma nova era de ouro da engenharia.

Foi a engenharia nacional que permitiu as grandes descobertas de petróleo no mar, levando o país à auto-suficiência. O controle de todas as fases do processo produtivo, passando pelo projeto básico e detalhado - fabricação de materiais e equipamentos, construção civil, montagem e manutenção - deu autonomia ao setor.

Sempre que houve investimentos conduzidos com seriedade, as empresas de engenharia nacional deram as respostas adequadas. Com formação de pessoal especializado sintonizada com as exigências do mercado acreditamos que os profissionais e, consequentemente, as empresas que os empregam, terão condições de desempenhar o seu papel, contribuindo para o crescimento econômico nacional.

Por: Carlos Maurício Lima de Paula Barros, engenheiro e presidente da ABEMI - Associação Brasileira de Engenharia Industrial.

Quando é a hora certa de pedir um aumento?

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Quem nunca parou para refletir sobre seu salário? Nós sempre achamos que poderíamos ganhar um pouco mais, mas pedir aumento nunca é algo tão fácil. Se você faz parte da Geração Y, talvez isso não seja exatamente um problema para você, mas o fato é que muita gente tem medo de fazer este pedido ao chefe - seja pelo receio de que ele ache que há uma insatisfação com o trabalho, por medo de receber "não" como resposta ou, até mesmo, por se sentir inseguro em relação ao seu desempenho na empresa. 

Apesar dos muitos medos que rondam este assunto, pedir aumento de salário não é uma missão impossível - acredite - e pode trazer resultados positivos se for feito do jeito certo, na hora certa. No momento de conversar sobre isso, o mais importante é deixar claros os motivos pelos quais você merece o aumento e estar preparado para a conversa.

O primeiro passo é fazer uma autoanálise para identificar quais benefícios reais você traz para empresa e quais metas e resultados já alcançou. É importante também saber quanto o mercado está pagando para profissionais do mesmo nível. Para isso, pesquisas em sites de emprego e jornais ajudam a identificar a faixa salarial de sua área, assim como o valor pago por empresas do mesmo porte. Além disso, programar para utilizar parte do aumento em investimentos de reciclagem profissional sempre conta a favor.

Perceber o humor do chefe antes de iniciar a conversa e estar ciente do momento pelo qual sua empresa passa também são aspectos importantes para a preparação do profissional.  É importante verificar se a companhia não está enfrentando nenhuma crise financeira ou se congelou as contratações e promoções momentaneamente, por exemplo. Já os feedbacks recebidos ao longo do ano são bons termômetros de como os gerentes avaliam seus funcionários e podem já ter sido um direcionador quanto às questões relacionadas a aumento de salário da equipe.

O pedido de aumento não deve ser levado para o lado pessoal. Usar dívidas particulares como justificativa tende a ser visto negativamente pela empresa e diminui drasticamente as chances de se conseguir o aumento. Comparações com o salário de colegas também não ajudam em nada no momento da argumentação e, principalmente, jamais diga que tem outras propostas de emprego se não for verdade.

Profissionais com melhores qualificações são os que, em teoria, mais agregam valor à empresa, portanto, têm mais chances de ganhar um aumento. É preciso buscar constantemente reciclagem profissional, estar atento às práticas de mercado e às novas tendências. Quem traz resultado para a empresa é reconhecido, e, consequentemente, tem facilidade em ser recompensado por isso. Autodesenvolvimento será sempre a chave, tanto para quem quer crescer hierarquicamente quanto para quem visa aumento salarial.

Por: Adriano José Meirinho, Diretor de Comunicação e Marketing da Catho Online

Empresa e colaboradores: aproveitar as oportunidades para crescer juntos

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O Brasil passa por um período próspero. A escolha do país como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 e a descoberta de petróleo na camada pré-sal prometem impulsionar a economia e beneficiar empresas e indústrias. O mercado aquecido intensifica a procura por mão de obra especializada. Mas empresas e funcionários tendem a buscar novas oportunidades fora da empresa, perdendo a chance de crescer juntos e aproveitar melhor a situação econômica favorável.

Quando as contratações aumentam é normal o colaborador se sentir atraído pela promessa de melhores cargos ou salários. É como diz o ditado, “a grama do vizinho é sempre mais verde”. Mas não são raros os casos de pessoas que trocam uma situação promissora por algo incerto sem analisar bem a situação, e depois de feita a mudança se dão conta de que expectativas e realidade são bem diferentes. Às vezes as pessoas têm frustrações com seu momento profissional e de carreira e a busca por um novo emprego parece ser a melhor solução.

Entrevistas e o processo de contratação em geral são muito positivos, mas nem sempre refletem a realidade da empresa contratante, não garantem que o profissional será encaixado em uma equipe que tenha seu perfil, que se adaptará à cultura existente ou mesmo que terá boa química com o novo supervisor. Trocar de empresa pode funcionar apenas em curto prazo, e os problemas podem até piorar, se as razões objetivas da mudança não forem bem analisadas.

Os gestores também costumam compartilhar dessa visão de curto prazo. Muitas empresas arriscam contratando novos funcionários para cargos importantes por não querer lidar com questões internas, que já são conhecidas e justamente por isso poderiam ser mais facilmente trabalhadas. Muitas vezes consideram que o candidato externo oferece mais vantagens que o interno, quando na verdade a maior vantagem que trazem é que são desconhecidos.

As melhores oportunidades muitas vezes estão dentro da própria empresa. Colaborador e empresa precisam conversar para identificar o potencial de ambas, apostar nos seus pontos fortes e trabalhar juntas nos pontos fracos.

A empresa deve conhecer melhor o perfil dos diferentes membros de sua equipe. Parte de sua responsabilidade é desenvolver pessoas, assumir riscos e apostar no desenvolvimento de seus colaboradores. É essencial criar um programa de avaliação de desempenho e de potencial e aplicá-lo na prática, ajudando a desenvolver o capital humano interno para, na hora de contratar, encontrar aí profissionais preparados.

Já o profissional pode aplicar princípios básicos de gestão de carreira e planejar seu futuro profissional de forma cuidadosa. Para começar, deve estar consciente do que gosta de fazer e do que gostaria de fazer no futuro, e quais são seus pontos fortes. Depois, é hora de analisar as tendências do mercado e a situação de seu empregador. A empresa está alinhada com o momento de crescimento; está se posicionando? Quais oportunidades serão geradas no futuro? Estas oportunidades estão de acordo com suas expectativas? Etc..Com base nestas informações o empregado pode estabelecer seus objetivos de carreira.

Ao antecipar as necessidades de mão de obra de seu empregador, o colaborador pode compará-las com seus interesses profissionais e preparar-se para aproveitar as oportunidades que surgirem. Após reconhecer suas fortalezas, é hora de identificar deficiências. Falta o domínio de um segundo idioma, melhorar a habilidade de comunicação, fortalecer a base acadêmica com cursos complementares? Com um plano de ação estruturado e discutido com a empresa, o profissional pode preparar-se para se transformar no melhor candidato para a vaga que deseja.

O mais importante é que empregador e empregado sempre compartilhem suas aspirações e descobertas. Transparência e parceria permitem que ambos aproveitem o bom momento econômico e que cresçam juntos. Dessa forma minimizam o risco de frustrações ou decepções e constroem uma relação mais duradoura e produtiva para ambos.

Por: Jaime Martins, Diretor de Recursos Humanos para a América Latina da CH2M Hill, líder global em engenharia multidisciplinar, gerenciamento, construção, operações e meio ambiente e gerencia cerca de mil profissionais baseados nos escritórios do Brasil, Argentina, México, Panamá e Porto Rico.

Qualidade de Energia

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Com uma das tarifas de energia elétrica mais caras do mundo, os consumidores brasileiros tem sofrido com o aumento de interrupções de energia elétrica. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram o crescimento vertiginoso de interrupção de energia nos últimos cinco anos, fazendo com que 32 milhões de pessoas fiquem mais tempo sem o serviço.

Na AES Eletropaulo, por exemplo, maior distribuidora de energia elétrica do País, que atende 5,8 milhões de clientes na capital paulista e na grande São Paulo, em 2004, as interrupções eram de oito horas. Neste ano, a média foi de onze horas. O grande problema é que, enquanto as concessionárias ampliam seu faturamento, a qualidade no fornecimento de energia despenca. Sem uma fiscalização eficiente e sem amarras, os "donos do negócio" festejam, pois a punição, quando acontece, é tão branda que não incomoda.

Órgãos públicos de fiscalização, como a Aneel e a Agência Reguladora de Saneamento e Energia (Arsesp), não podem ser coniventes com essa "festa". Precisam constatar, denunciar publicamente e punir, porque os investimentos não estão sendo realizados de forma adequada e porque desculpas esfarrapadas são proferidas para enganar a população.

Como já dissemos e provamos, os paulistanos convivem hoje- em média - com um defeito a cada 500 metros nas redes de distribuição de energia e um problema grave a cada dois quilômetros. Tudo isso decorrente da falta de manutenção preventiva da concessionária que, na hora do problema, alega que as quedas de árvores têm aumentado e que o trânsito dificulta o acesso às áreas comprometidas. Ora, sabemos que o trânsito nas grandes cidades sempre foi caótico. As árvores sempre existiram e eventualmente caíam. O tempo de interrupção, no entanto, nunca era tão alto. Porque, de repente, fatos como esses se transformam em desculpa? - Não dá para aceitar!

É bom lembrar que, quando foi proposta a privatização do setor elétrico, a justificativa era a melhoria da qualidade dos serviços e não o contrário. Os eletricitários e suas entidades sindicais sempre disseram que isso não aconteceria. Aliás, dizíamos que aconteceria exatamente o contrário - a precarização dos serviços e os prejuízos para os consumidores, com a demissão de trabalhadores e aumentos absurdos nas tarifas de energia.

Esse é o nosso grande problema: a conta acaba sendo paga sempre pelo consumidor e pelos eletricitários. Os consumidores porque não possuem os instrumentos necessários para fiscalizar e punir essas empresas. E os trabalhadores porque acabam, de uma forma ou outra, sendo responsabilizados pela má qualidade do serviço, mesmo não tendo nada a ver com isso. Os órgãos públicos, por sua vez, fazem vista grossa para os problemas. E as cidades continuam a ficar no escuro, cada vez por tempo maior. Até quando?

Por: Eduardo Annunciato, Presidente da Fenatema - Federação Nacional dos Trabalhadores em Energia, Água e Meio Ambiente e Secretário Geral do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo.

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