O Presidente da Polônia, Lech Kaczynski, assinou ontem, 10 de outubro de 2009, o Tratado de Lisboa, que visa reformar a UE em algumas esferas. A assinatura só foi possível graças ao peblicito dos irlandeses que aprovaram o tratado.
“A mudança de decisão do povo irlandês fez com que o tratado voltasse à vida, e com que já não houvesse obstáculos para ratificá-lo”, disse o Presidente polonês”.
O evento ocorreu no Palácio do Governo em Varsóvia e contou com as presenças do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso; do presidente do Parlamento Europeu e do primeiro-ministro sueco Fredrik Reinfeld.
Agora só falta um dos 27 países do bloco ratificar o documento, porém esse país é a República Checa, cujo Presidente Václav Klaus é inimigo declarado do Tratado. O Parlamento do país já ratificou, mas Klaus quer a garantia de que ao assinar o Tratado de Lisboa os alemães expulsos da região dos Sudetos, nas fronteiras da atual República Checa, após as Segunda Guerra Mundial, não possam pedir de volta as terras confiscadas.
O alemães em questão, mais de três milhões, foram expulsos sob acusação de colaboração com o Nazismo pelos decretos Benes; assinados pelo presidente à época Edvard Benes.
A exigência de Klaus é que essa medida (de não devolver as terras) seja aprovada pelos demais dirigentes europeus em sua cúpula no fim de outubro. O Presidente Checo inclusive solicitou uma derrogação para seu país, dentro dos termos da Carta de Européia de Direitos Fundamentais, visando impedir a restituição das terras dos Sudetos.
Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



