
A Comissão Européia (CE) apresentou recentemente os dados referentes às medidas tomadas por ela para diminuir a burocracia na legislação européia. As medidas que já foram aplicadas e as que estão programadas para entrarem em curso até 2012 possibilitará uma economia de 40.400 milhões de euros às empresas.
Também em 2012 estipula-se que os gastos administrativos diminuirão 25%. O presidente da CE, Durão Barroso, disse que as empresas irão já poupar 7.600 milhões de euros ao ano, o que permitirá alcançar a meta de mais de 40.000 milhões de euros em 3 anos.
“A Comissão está no bom caminho para cumprir os seus objetivos de reduzir a burocracia para as empresas”, afirmou Barroso. O sucesso desses objetivos depende do apoio total dos Estados-Membros e do Parlamento Europeu.
Ainda no “pacote” do Plano de Relançamento da Economia Européia, diz-se que um dos principais objetivos com essa redução dos custos da empresas causados pela regulamentação é o de beneficiar, primeiro, as pequenas empresas, ação tida como essencial para a recuperação econômica.
Um empecilho para a recuperação da União Européia, que preocupa, é a desvalorização do dólar em contrapartida da valorização do euro, o que torna as empresas européias exportadoras muito menos competitivas, principalmente no que se trata de negociações com os países asiáticos.
O valor da moeda européia já passou de US$1,50 com picos de até US$1,60. Essa disparada do Euro não só torna as exportações européias muito mais caras, como preocupa principalmente por representar uma ameaça clara à tão desejada recuperação econômica da União Européia.
As relações comerciais com a Ásia são cruciais para a recuperação sustentável da economia européia, como muitos desses países continuam dependentes do dólar a desvalorização deste pode atrapalhar esse comércio. Países que acabaram de sair da recessão, como a Alemanha, podem sofrer com oscilações antes de obterem um crescimento real, essa situação agrava ainda mais essas oscilações.
A preocupação é tão evidente que líderes europeus, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet e o líder do Ecofin, Jean-Claude Juncker pediram por “um dólar mais forte”. “A subida continuada do euro é um problema que nos preocupa", afirmou Juncker.
Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



