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Goldman Sachs pode ter ajudado Grécia a "maquiar" crise

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A União Européia (UE) verificará se o Goldman Sachs, grande banco norte-americano, ajudou mesmo a Grécia a "maquiar" sua real situação econômica. O país está com divída superior à 300 bilhões de euros, mais de 113% de seu PIB (Produto Interno Bruto).

A crise grega afetou a zona do Euro e fez a Eurostat, empresa que controla os dados dos países membros da UE, tomar a decisão de investigar as relações Goldman Sachs - Grécia e os motivos que levaram o país a contrair uma dívida tão alta.

Em 2002 o Goldamn Sachs teria aconselhado a Grécia a pegar 1 bilhão de euros por empréstimo através de uma operação que nao foi registrada nas contas entregues à Eurostat e permitiu que se cumprisse o Pacto de Estabilidade da UE, adiando os reembolsos aos credores do país

A Eurostat averiguará a legalidade de tal manobra e se esta realmente ocorreu. A União Européia ajudará a Grécia a sair da crise? Provavelmente, pois quando um país membro tem semelhantes problemas, toda a economia da zona do Euro sofre consequencias. Como a Grécia nao é um país de alta relevancia econômica os danos são menores, mas abre precedentes perigosos para outros fazerem o mesmo, por isso a ação da Eurostat é tão "preciosa".

Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Conquistas e preocupações na recuperação econômica da União Européia

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A Comissão Européia (CE) apresentou recentemente os dados referentes às medidas tomadas por ela para diminuir a burocracia na legislação européia. As medidas que já foram aplicadas e as que estão programadas para entrarem em curso até 2012 possibilitará uma economia de 40.400 milhões de euros às empresas.

Também em 2012 estipula-se que os gastos administrativos diminuirão 25%. O presidente da CE, Durão Barroso, disse que as empresas irão já poupar 7.600 milhões de euros ao ano, o que permitirá alcançar a meta de mais de 40.000 milhões de euros em 3 anos.

“A Comissão está no bom caminho para cumprir os seus objetivos de reduzir a burocracia para as empresas”, afirmou Barroso. O sucesso desses objetivos depende do apoio total dos Estados-Membros e do Parlamento Europeu.

Ainda no “pacote” do Plano de Relançamento da Economia Européia, diz-se que um dos principais objetivos com essa redução dos custos da empresas causados pela regulamentação é o de beneficiar, primeiro, as pequenas empresas, ação tida como essencial para a recuperação econômica.

Um empecilho para a recuperação da União Européia, que preocupa, é a desvalorização do dólar em contrapartida da valorização do euro, o que torna as empresas européias exportadoras muito menos competitivas, principalmente no que se trata de negociações com os países asiáticos.

O valor da moeda européia já passou de US$1,50 com picos de até US$1,60. Essa disparada do Euro não só torna as exportações européias muito mais caras, como preocupa principalmente por representar uma ameaça clara à tão desejada recuperação econômica da União Européia.

As relações comerciais com a Ásia são cruciais para a recuperação sustentável da economia européia, como muitos desses países continuam dependentes do dólar a desvalorização deste pode atrapalhar esse comércio. Países que acabaram de sair da recessão, como a Alemanha, podem sofrer com oscilações antes de obterem um crescimento real, essa situação agrava ainda mais essas oscilações.

A preocupação é tão evidente que líderes europeus, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet e o líder do Ecofin, Jean-Claude Juncker pediram por “um dólar mais forte”. “A subida continuada do euro é um problema que nos preocupa", afirmou Juncker.

Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Polônia assina o Tratado de Lisboa... Só falta a República Tcheca

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O Presidente da Polônia, Lech Kaczynski, assinou ontem, 10 de outubro de 2009, o Tratado de Lisboa, que visa reformar a UE em algumas esferas. A assinatura só foi possível graças ao peblicito dos irlandeses que aprovaram o tratado.

“A mudança de decisão do povo irlandês fez com que o tratado voltasse à vida, e com que já não houvesse obstáculos para ratificá-lo”, disse o Presidente polonês”.

O evento ocorreu no Palácio do Governo em Varsóvia e contou com as presenças do presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso; do presidente do Parlamento Europeu e do primeiro-ministro sueco Fredrik Reinfeld.

Agora só falta um dos 27 países do bloco ratificar o documento, porém esse país é a República Checa, cujo Presidente Václav Klaus é inimigo declarado do Tratado. O Parlamento do país já ratificou, mas Klaus quer a garantia de que ao assinar o Tratado de Lisboa os alemães expulsos da região dos Sudetos, nas fronteiras da atual República Checa, após as Segunda Guerra Mundial, não possam pedir de volta as terras confiscadas.

O alemães em questão, mais de três milhões, foram expulsos sob acusação de colaboração com o Nazismo pelos decretos Benes; assinados pelo presidente à época Edvard Benes.

A exigência de Klaus é que essa medida (de não devolver as terras) seja aprovada pelos demais dirigentes europeus em sua cúpula no fim de outubro. O Presidente Checo inclusive solicitou uma derrogação para seu país, dentro dos termos da Carta de Européia de Direitos Fundamentais, visando impedir a restituição das terras dos Sudetos.

Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

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