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Economia

Pequenas empresas têm o maior crescimento semestral desde 1998

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pequena-empresa-cresceSegundo os Indicadores Sebrae-SP, as micro e pequenas empresas (MPEs) obtiveram a maior taxa de crescimento de faturamento para um primeiro semestre do ano, desde o início da pesquisa, em 1998.

Os detalhes do estudo realizado pelo Sebrae-SP estarão disponíveis nesta sexta-feira, dia 20 de agosto, a partir das 11 horas, no Portal do Sebrae-SP, na seção Conhecendo as MPEs: http://www.sebraesp.com.br/conhecendo_mpe.

Os dados que serão apresentados estão divididos por setor de atividade - indústria da transformação, comércio e serviços e por regiões - capital, Região Metropolitana de São Paulo, ABC e Interior.

A pesquisa Indicadores Sebrae-SP é realizada mensalmente, em parceria com a Fundação Seade, junto a mais de 2,7 mil MPEs da indústria da transformação, comércio e serviços em todo o Estado de São Paulo.

Esta amostra é representativa das 1,3 milhão de MPEs paulistas, responsáveis por 67% do pessoal ocupado no setor privado - cerca de 6 milhões de pessoas - e 28% da receita bruta total do setor formal.

Da Unidade de Marketing e Comunicação Sebrae-SP

A hora e a vez da mulher no mercado de trabalho

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indice-mulheres-trabalhoSegundo dados do Ministério do Trabalho, as mulheres estão ocupando um espaço maior no mercado de trabalho. O estudo indica que 16,2 milhões de mulheres estão no mercado de trabalho formal, enquanto em 2002, a participação feminina era de 11,4 milhões, o que significa um crescimento de 40,9%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta ainda que em 10 anos a participação masculina no mercado de trabalho se manteve praticamente estável, oscilando de 81% para 80,5%. Mas as mulheres, no mesmo período, aumentaram de 52% para 57,6%. Entretanto, as mulheres ainda continuam em grande desvantagem em relação aos homens no universo corporativo, a exemplo da remuneração: elas ganham cerca de 30% a menos do que eles.

E mesmo com tantas barreiras à frente, há inúmeros exemplos de mulheres que conseguiram conquistar seu espaço no mercado de trabalho. Silvana Fraraccio, 49 anos, empresária, ilustra bem esta realidade. Sócia da URANET Projetos e Sistemas, empresa especializada em soluções para contact center, a trajetória da empresária começou cedo. Aos 15 anos, Silvana já trabalhava com processamento de dados, em uma função que não existe mais, a de "perfuradora de cartões" que, hoje, se compara a "digitadora" (responsável por alimentar os dados para o processamento do computador). Aos 16, foi promovida a "chefe de perfuração" e, aos 18, "chefe do centro de processamento de dados". Após concluir o curso de contabilidade, mudou de área e passou a trabalhar no setor financeiro de uma construtora. Posteriormente, foi trabalhar em uma rede distribuidora de malhas de Santa Catarina como gerente administrativa financeira.

Em 1990, nasceu a Sys&Tec Projetos e Sistemas, tendo Silvana como única sócia mulher e responsável pela administração da empresa, englobando toda a área administrativa e financeira. Constituída com o objetivo de realizar a manutenção e o desenvolvimento dos projetos de sistemas da Bovespa, a Sys&Tec passou a atender também a Bolsa de Valores de Bilbao, na Espanha, e a de Buenos Aires.

silvana8 menorEm 1993, Silvana (foto), juntamente com os demais sócios, continuou o desenvolvimento de uma URA própria, em parceria com a IBM, e acabou se especializando também no sistema de chamadas do extinto 0900. No ano de 1997, chegou a abrir um escritório em Madri para desenvolver outros sistemas. Três anos depois, ao perceberem que a empresa ganhava força na especialização de sistemas e processos focados na gestão do relacionamento com clientes, Silvana e os sócios resolveram investir no negócio de contact center, fundando a URANET Projetos e Sistemas.  

Ainda em 2000, com o objetivo de oferecer um produto que possibilitasse o monitoramento on-line e em tempo real das ligações e permitisse intervenções imediatas durante o contato telefônico, a URANET desenvolveu o IntergrALL, uma solução de gerenciamento inteligente de contact centers, 100% web, parametrizável, de fácil navegação e que atende a alta demanda por soluções integradas, contrapondo-se aos modelos tradicionais, cujas tecnologias provem de diversos fornecedores e não se interligam.

“Como em qualquer empresa, no início, o maior desafio era a consolidação e a aquisição de credibilidade no mercado sempre competitivo. E, especialmente no ramo de prestação de serviços, em que o fator humano tem o maior peso para a qualidade do produto final, mantivemos sempre nosso foco na excelência do trabalho. A partir deste conceito, ainda mesmo pequenos, atendíamos as necessidades dos clientes de forma que nada ficássemos devendo aos grandes concorrentes e, mais que isso, desenvolvendo nosso trabalho sempre de forma diferenciada para cada cliente, sendo participativos e parceiros, ajudando-os a gerir os trabalhos para os quais fomos contratados. Outro diferencial nosso é a forma correta como trabalhamos, no que diz respeito à Legislação Trabalhista: nunca usamos de subterfúgios na contratação de nossos funcionários para driblarmos o pagamento de impostos e encargos, o que garante uma tranquilidade aos clientes. Assim, fomos conquistando espaços, fortalecendo nossa imagem e inovando nossas soluções.”

Solteira e sem filhos, Silvana é o exemplo da mulher independente, que busca reconhecimento em um mercado de trabalho ainda dominado pelos homens. Com uma rotina de trabalho de onze a doze horas diárias, Silvana acredita que falta pouco para haver uma igualdade maior entre homem e mulher no universo corporativo. “Os conceitos já mudaram. Hoje, quem não reconhece a mulher no mesmo nível de igualdade do homem, é arcaico. E se hoje ainda não temos um cenário equilibrado no mundo dos negócios, é porque há muito o que ser feito para compensar tantos anos de preconceito com a mão de obra feminina.”

Hoje, com quase 4 mil funcionários e um faturamento em torno de 109 milhões de reais, a URANET já conta com duas unidades em São Paulo, uma no Centro e outra na Aclimação; e atende a grandes clientes do setor de telecomunicações, financeiro, entre outros. “É muito gratificante participar de uma empresa que gera emprego para tantas pessoas e que acaba contribuindo para a manutenção de tantas famílias. Igualmente gratificante é você ver o seu trabalho reconhecido pelo cliente, que, na verdade, é o objetivo final.” E para a mulher que pretende apostar em um negócio próprio, Silvana adverte. “Começe fazendo a coisa certa, não se iluda com formas mais fáceis de ganhar dinheiro. Tenha sempre o equilíbrio entre a ousadia e a realidade.”


Sobre a URANET

A URANET Projetos e Sistemas é uma empresa 100% nacional especializada em soluções de relacionamento entre empresas e consumidores, cuja arquitetura de sistemas possibilita agilidade na operação, facilidade de ajustes, sem interrupção de serviços e total controle e monitoria dos processos de atendimento. A tecnologia utilizada pela URANET permite sua aplicação em inúmeras soluções, todas elas já consagradas como modelos ideais ou personalizadas e parametrizadas de acordo com as demandas do cliente. A flexibilidade é um diferencial da plataforma multifuncional da URANET. O gestor, ao fazer o monitoramento em tempo real, poderá demandar as adaptações necessárias à maximização dos resultados de sua campanha, obtendo o melhor retorno de seu produto. Fundada em 1991 por profissionais que desenvolveram sistemas de negociação da Bovespa e projetaram a infraestrutura tecnológica e negocial da BM&F, a URANET aposta na customização para atender às mais diversas demandas.

Por: Flávia Vargas Ghiurghi ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ); Jornalista e Assessora de Imprensa.

Insumo-produto é modelo de análise desenvolvida no campus Sorocaba da UFSCar

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Trabalho acadêmico aborda os impulsos do Custo Brasil, infraestrutura brasileira e exportação.

custo-brasilCusto Brasil, infraestrutura e exportações são abordagens de projeto acadêmico desenvolvido pelo estudante do curso de Ciências Econômicas do campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Diego Ferreira. O projeto é coordenado pela docente da Instituição Maria Aparecida Silva Oliveira e tem como objetivo analisar os impactos econômicos da redução do Custo Brasil no que se refere aos setores de infraestrutura e às exportações brasileiras.

O estudo atual teve início a partir da tese de doutorado da docente, realizada em 2006, que retratava o aumento da oferta e a redução de impostos nos serviços de infraestrutura na economia brasileira. "A ideia do projeto atual é utilizar alguns resultados da minha tese referentes à redução dos custos com serviços de infraestrutura e simular quais seriam os impactos sobre as exportações brasileiras", esclarece a docente da UFSCar em relação à continuação do tema.

O aluno Diego Ferreira desenvolve o projeto "Custo Brasil, infraestrutura e exportações: uma análise de insumo-produto", que pretende simular os impactos da redução do custo gerado pela ineficiência da infraestrutura nacional (transportes, energia elétrica e comunicação) sobre as exportações brasileiras e consequentes reflexos sobre o emprego direto e indireto e sobre a renda.

O Custo Brasil é um termo que representa as dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas, que dificultam o investimento no Brasil. A questão estrutural, também abordada no estudo do aluno, baseia-se nas condições que permitem a produção de bens e serviços e o seu fluxo entre vendedor e comprador. Para Ferreira, a infraestrutura econômica nacional desempenha um papel fundamental ao setor produtivo, pois é geradora de externalidades (economia externa) positivas à produção.

transporte-infraNo entanto, o estudante aponta que o serviço de infraestrutura gera maior custo no setor nacional do que no mercado externo, o que desestimula o investimento e a geração de empregos, além de limitar o desenvolvimento do mercado nacional. Outra questão trabalhada na pesquisa de Diego Ferreira é o mercado externo, que se refere a qualquer bem ou serviço enviado para outro país com finalidade comercial. O aluno avalia que, apesar de uma maior mobilidade, o mercado externo vem passando por grandes modificações resultantes dos intensos processos de globalização econômica e financeira.

Para analisar esse conjunto de questões, Ferreira utilizou o modelo de insumo-produto, desenvolvido pelo economista russo Wassily Leontief, onde se demonstra que toda a produção de uma economia interage através de interligações entre os setores que a compõe. Desta forma, através do insumo-produto, é possível observar que as vendas de um setor correspondem à compra de outro setor. Assim, composto o fluxo econômico setorial, o estudo analisa os reflexos da queda do Custo Brasil, no que se refere às divisões de infraestrutura, sobre os demais setores exportadores brasileiros.

carga-tributaria-brasil2A simulação do estudo de Ferreira parte da tese de doutorado da sua orientadora, que simulou a redução dos impostos incidentes sobre os setores de infraestrutura e elevação da oferta dos seus serviços. O resultado do projeto da docente mostra um valor percentual de diminuição do custo na produção dos demais setores da economia. Assim, a partir desses dados, o aluno irá realizar simulações no modelo de insumo-produto, para avaliar os impactos sobre a exportação.

De acordo com a docente da UFSCar, dado os contrastes dos setores que produzem no mercado interno e externo, o trabalho também irá verificar os impactos dessa redução de custos no aumento de empregos diretos e indiretos e na geração de renda.

A finalização do trabalho de Diego Ferreira está prevista para dezembro de 2010. As conclusões serão elaboradas posteriormente e se basearão nos resultados da pesquisa inicial de Maria Aparecida Oliveira.  De acordo com a professora, a conclusão de sua tese aponta que o aumento da oferta de infraestrutura colabora com a redução de custos para os demais setores de produção, o que os torna mais produtivos e competitivos e, consequentemente, impulsiona o crescimento e a promoção do bem-estar social. "Esse trabalho atual irá utilizar alguns resultados da minha tese referentes à redução dos custos com serviços de infraestrutura, e simular quais seriam os impactos sobre as exportações brasileiras", conclui a docente.

Por: Valdinei Queiroz ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Lei do SAC traz melhorias para atendimento ao consumidor

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telemarketing-callO acesso ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas apresentou melhoras, segundo o balanço das reclamações registradas nos Procons e consolidadas pelo Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec).

Divulgado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, o levantamento leva em conta as reclamações registradas 18 meses após a entrada em vigor do Decreto nº 6.523, de 31 de julho de 2008, que regulamenta o serviço prestado aos clientes por meio dos call centers. Problemas como indisponibilidade, inacessibilidade dos deficientes e onerosidade deixaram de ser os principais obstáculos do consumidor. O acesso que correspondia a 34,49% do total de reclamações no primeiro semestre de 2009 caiu para 29,45% no mesmo período de 2010.

E, para estar em conformidade às normas da Lei do SAC, a URANET Projetos e Sistemas, especializada em soluções para contact center, investiu em reestruturações internas para otimizar o atendimento. Foram realizados treinamentos aos operadores a fim de capacitá-los quanto às novas regras e ajustes nos processos internos. “Na realidade, a URANET já estava adequada a maioria das normas estipuladas pela Lei do SAC em função do Selo de Ética do PROBARE que prevê o dimensionamento adequado da Central de Atendimento de acordo com o volume de ligações e a opção de atendimento pessoal nos canais eletrônicos (ex. URA). Ainda assim, todos os atendentes e gestores foram orientados quanto aos detalhes da Lei e a nossa aderência em seu cumprimento, além das atualizações nos sistemas”, reforça Andres Enrique Rueda Garcia, presidente da URANET.

telemarketing-call2A grande vantagem da URANET é o sistema IntergrALL, uma solução virtual de gerenciamento inteligente de contact centers, 100% web, parametrizável, integrada e que possui a capacidade de atendimento simultâneo, com mais de 4.000 portas disponíveis, tanto para atendimento humano quanto eletrônico. “Além disso, temos condições de crescimento em escala de acordo com a demanda do cliente, ou seja, se houver necessidade, podemos dobrar a quantidade de portas para 8.000 em um curto espaço de tempo”, diz Garcia.

Hoje, a URANET conta com um acompanhamento constante do volume de ligações com o dimensionamento operacional e, em caso de desvios, alinha rapidamente com o cliente e aplica as devidas ações de correção. “O principal benefício ao consumidor é perceber quem está interessado em lhe atender bem, pois os bons prestadores já se adequaram a Lei, enquanto que os maus prestadores continuam a prestar serviços sofríveis”, finaliza Garcia.

Sobre o IntergrALL

Com o objetivo de oferecer um produto que possibilitasse o monitoramento on-line e em tempo real das ligações e permitisse intervenções imediatas durante o contato telefônico, a URANET desenvolveu o IntergrALL, uma solução virtual de gerenciamento inteligente de contact centers, 100% web. O sistema é totalmente integrado, substitui o hardware por software aberto, parametrizável, de fácil navegação e que atende a alta demanda por soluções integradas, contrapondo-se aos modelos tradicionais, cujas tecnologias provem de diversos fornecedores e não se interligam.


Vantagens do IntergrALL

- Processo totalmente via web

- Dispensa hardware, evitando imobilização de capital

- Integração total: DAC, Gravação, Monitoria, Front End, RH, Broadcast, Discador, Campanhas e Tráfego

- 100% de aproveitamento de chamadas

- Tecnologia de retorno de chamadas

- Economia de tempo e espaço

- Redução significativa de custos

- Agilidade operacional com total qualidade

- Controle com total acesso às operações

- Maior produtividade para os operadores

- Maior facilidade de navegação

- Baixo custo de tecnologia

- Acompanhamento remoto em tempo real

- Relatórios parametrizáveis on-line e em tempo real

- Monitoramento e decisões instantâneas em campanhas, de forma virtual

- Integração total com os sistemas do cliente

Com o IntergrALL todas as funcionalidades e tecnologia estão integradas e distribuídas em camadas de software em plataforma web, permitindo um ganho de eficiência considerável na relação com os clientes e agregando valor a estratégia competitiva. Com isso, obtém-se, além de uma maior eficiência operacional, uma grande redução de custos com hardware e uma agilidade inestimável na realização de quaisquer ajustes, que deixam de depender da aquisição de novos equipamentos e da assistência de fornecedores.

Sobre a URANET

A URANET Projetos e Sistemas é uma empresa 100% nacional especializada em soluções de relacionamento entre empresas e consumidores, cuja arquitetura de sistemas possibilita agilidade na operação, facilidade de ajustes, sem interrupção de serviços e total controle e monitoria dos processos de atendimento. A tecnologia utilizada pela URANET permite sua aplicação em inúmeras soluções, todas elas já consagradas como modelos ideais ou personalizadas e parametrizadas de acordo com as demandas do cliente. A flexibilidade é um diferencial da plataforma multifuncional da URANET.

O gestor, ao fazer o monitoramento em tempo real, poderá demandar as adaptações necessárias à maximização dos resultados de sua campanha, obtendo o melhor retorno de seu produto. Fundada em 1991 por profissionais que desenvolveram sistemas de negociação da Bovespa e projetaram a infraestrutura tecnológica e negocial da BM&F, a URANET aposta na customização para atender às mais diversas demandas do mercado de contact center.

Por: Flávia Vargas Ghiurghi ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ); Assessora de imprensa.

Preço médio do livro recuou mais de 3,5% em 2009

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livrosO preço médio do livro vendido pelo setor produtivo ao mercado brasileiro recuou 3,56% em 2009, na comparação com o valor apurado no ano anterior, caindo de R$ 11,52 para R$ 11,11. É o que mostra a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2009, realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo) a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL). Esta redução de preços reflete o crescimento do número de exemplares vendidos ao mercado, segundo a FIPE.

O estudo aponta que a produção total de livros do mercado editorial brasileiro teve um crescimento expressivo no ano passado, de 13,55% (com 386,4 milhões de exemplares) na comparação ao resultado de 2008 (340,3 milhões de unidades). Vale destacar que o número de unidades produzidas de livros em primeira edição - os lançamentos do mercado - cresceu bem acima da média (18,72%) no ano passado, ante o resultado de 2008.

Do total de unidades produzidas, 154,5 milhões foram de livros em lançamento, contra 130,1 milhões no ano anterior. Já as reedições representaram 231,9 milhões de exemplares, avanço de 10,34% sobre o número de 2008 (210,2 milhões). Ao longo do ano passado, o setor editorial produtivo vendeu efetivamente 370,9 milhões de exemplares aos canais de comercialização do mercado (livrarias, distribuidores, venda porta a porta, etc.), aumento de 11,30% ante 2008 (333,3 milhões).

Em relação à quantidade de novos títulos publicados pelo mercado (lançamentos), o avanço percentual também chegou aos dois dígitos: foram 22.027 em 2009, resultado 14,88% maior que o do ano anterior (19.174). Já o número de títulos em reedição teve um pequeno recuo (-4,61%) em 2009 (30.483 títulos) diante do número de 2008 (31.955). No total, entre lançamentos e reedições, foram 52.509 títulos editados no ano passado, crescimento de 2,70% ante 2008 (51.129).

O faturamento total do segmento produtivo do mercado editorial brasileiro cresceu 2,13% em 2009, na comparação aos números de 2008. No ano passado, o setor faturou R$ 3,376 bilhões, ante os R$ 3,306 bilhões do período anterior.

Entre os canais de comercialização (vendas ao mercado) dos livros produzidos no Brasil, as livrarias continuam à frente, mas perderam participação (market share) no ano passado. Em 2009, estes estabelecimentos receberam 97,1 milhões de unidades, o equivalente a 42,44% do total de 228,7 milhões de livros vendidos pelo setor editorial produtivo ao mercado (ficam de fora deste cálculo as unidades vendidas às instâncias governamentais). No ano anterior, as livrarias eram responsáveis por 45,64% do total. O segundo maior canal de comercialização, as distribuidoras, também registrou perda de participação, com 54,4 milhões de unidades, 23,78% do total (percentual 1,54 ponto percentual menor que o de 2008: 25,32%). Já a venda porta a porta avançou em sua participação de mercado, passando de 13,66% em 2008 para 16,64% no ano passado (com 38,1 milhões de unidades).

 

Confira, a seguir, os principais dados da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro:

Ø  Preço médio do livro vendido pelo setor produtivo ao mercado (valor nominal, sem aplicação de índice de deflação)

2008: R$ 11,52

2009: R$ 11,11

Variação: -3,56%

 

Ø  Produção total de livros

2008: 340.274.195 unidades

2008: 386.367.136 unidades

Variação: +13,55%

 

Ø  Produção de títulos em primeira edição (lançamentos)

2008: 130.109.195 unidades

2009: 154.471.507 unidades

Variação: +18,72%

 

Ø  Produção de títulos em reedição

2008: 210.165.000 unidades

2009: 231.895.629 unidades

Variação: +10,34%

 

Ø  Número de títulos em primeira edição (lançamentos)

2008: 19.174

2009: 22.027

Variação: +14,88%

 

Ø  Número de títulos em reedição

2008: 31.955

2009: 30.483

Variação: -4,61%

 

Ø  Total de títulos editados

2008: 51.129

2009: 52.509

Variação: +2,70%

 

Ø  Faturamento total do setor

2008: R$ 3.305.957.488,24

2009: R$ 3.376.240.854,19

Variação: +2,13%

Por: Camila Del Nero ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ); da Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação.

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