Por: Professora Maria Izabel Azevedo Noronha, Presidenta da APEOESP
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Resolução da SE indica falta de professores na rede estadual de ensino
APEOESP é multada por “propaganda eleitoral negativa” contra José Serra

A Ministra do TSE Nancy Andrighi estipulou multa de R$7 mil à Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) por suposta “propaganda eleitoral negativa” contra a pré-candidatura do Governador de São Paulo, José Serra, à Presidência da República.
Mesmo que a propaganda tivesse ocorrido (na época Serra não era ainda pré-candidato), não temos o direito de expressão garantido pela Constituição Federal? Só podemos expressar nossas opiniões se forem a favor do Governo? Onde fica o direito de criticarmos os Governantes que nós elegemos e cobrar deles atitudes diferentes, ou cumprimento de promessas feitas durante a campanha?
A decisão abre mais um precedente perigoso, o de não termos mais o direito de criticar o Governo sem sofrer retaliações. Ninguém é obrigado a concordar com o trabalho desenvolvido por um Governante e fazer elogios. A sociedade tem que cobrar por melhores condições dos serviços públicos e cumprimento das promessas eleitorais.
Nessa mesma linha, os funcionários públicos tem todo o direito de reivindicar e negociar por melhores salários, planos de carreira, benefícios, etc.; seja com passeatas, mobilizações ou através dos Sindicatos de cada categoria. Punir um Sindicato por lutar pelos direitos de seus sindicalizados, ou por expressar publicamente suas opiniões quando à Gestão Governamental, seja esta Municipal, Estadual ou Federal, é atentar contra a Constituição Federal Brasileira e o cidadão, através da forma mais hedionda, a censura.
A determinação da Ministra, obtida pelos maiores partidos de direita do Brasil, PSDB e DEM, é uma forma de censura, pois serve aos interesses de terceiros em calar uma classe específica que não apóia José Serra; como a maioria do funcionalismo público do Estado de São Paulo, que possui o direito adquirido de se manifestar, seja a favor, ou contra o Governador.
Por: Roberto Barricelli.
Sindicato dos Professores de São Paulo: Pela saúde mental do docente
O Sindicato dos Professores de São Paulo (SINPRO-SP) iniciou um trabalho de assistência aos professores no enfrentamento do desgaste mental, decorrente do trabalho docente. Sob a coordenação da psicóloga especializada em Saúde do Trabalhador Renata Paparelli iniciou-se o primeiro grupo do projeto.
Interessante que a psicóloga também é professora, ministrando aulas na Faculdade de Psicologia da PUC-SP, logo, além de já ter a especialização necessária, ela trabalhará com uma classe que já conhece.
Haverá cinco encontros semanais, durante os quais os participantes terão espaço para falar e debater sobre as dificuldades emocionais enfrentadas no exercício profissional. O objetivo desses encontros é o de fazer com que os professores compreendam as relações entre o sofrimento e o trabalho, buscando construir formas de enfrentamento, coletivas e individuais, desse sofrimento; segundo a Psicóloga Renata Paparelli.
Os grupos não passarão de 12 participantes e os novos serão formados de acordo com a necessidade e interesse dos professores. Esse serviço também servirá como pesquisa sobre os principais males que afligem a categoria e buscar soluções para a proteção dos docentes.
Pipas e fiação, uma relação perigosa

Com a chegada das férias e o aumento de crianças nas ruas e parques das cidades, uma preocupação toma conta das equipes de técnicos e eletricistas da CPFL. É a proximidade de pipas com as redes elétricas aéreas. Os números não mentem. Linhas e parte dos brinquedos enroscados nos fios provocam curtos-circuitos, desligamento de redes de distribuição e acidentes com choques elétricos, podendo em alguns casos mais graves culminar em morte. O desafio de evitar essa tragédia urbana não é apenas da empresa, mas recai sobre toda a sociedade.
Brincar muito próximo a redes elétricas e utilizar cerol nas linhas representam os maiores riscos de acidentes quando o assunto envolve pipas. No entanto, é possível reverter essa ameaça com conscientização de todos e a adoção de algumas medidas preventivas. Ninguém precisa ficar sem seu brinquedo e a solução não passa pela proibição das pipas. Muito pelo contrário. A primeira providência é escolher um local para brincar longe da fiação elétrica. Por isso a melhor maneira de se prevenir é afastar esse risco buscando locais mais seguros, campos abertos e parques, áreas com menos acidentes geográficos, terrenos planos, fugindo do entorno de rodovias ou das avenidas de intenso movimento, porque o risco de atropelamentos também existe. Envolver a linha da pipa com cerol é crime.
Não são raros relatos de motoqueiros e ciclistas atingidos na altura do pescoço, vítimas da imprudência de alguns. No estado de São Paulo, a Lei nº 12.192/2006 proíbe o uso de cerol ou de qualquer produto semelhante que possa ser aplicado em linhas de papagaios ou pipas, sujeitando o infrator ao pagamento de multa no valor de 5 UFESPs (5 x R$ 16,42 = R$ 82,10, valores para 2010), sendo responsabilizado penalmente ou os pais, caso o infrator seja menor.
Em relação à soltura de pipas, algumas regras básicas devem ser respeitadas, para que uma brincadeira tão especial não se transforme em preocupação. O brinquedo, obviamente, é inofensivo, mas a forma como é utilizado é que o deixa perigoso. Outra preocupação é em relação ao papel utilizado. Aumenta o risco de acidentes se a opção pelo papel alumínio for utilizada, ou mesmo papel laminado, por serem condutores elétricos, facilitando a ocorrência de curtos-circuitos.
A primeira grande orientação é somente soltar pipas longe da rede elétrica. Se acontecer de o brinquedo ficar preso na fiação, a melhor coisa a fazer é não cair na tentação de recuperá-lo. A tentativa de resgatar o brinquedo pode provocar desligamentos no fornecimento de eletricidade, causar acidentes de grandes proporções, inclusive com vítimas. Subir em telhados ou postes para recuperá-las representa risco de choque, assim como tentar removê-las com canos ou bambus. Não é indicado soltar pipas na chuva. O brinquedo funciona como para-raio, conduzindo energia, assim como não é indicado subir em lajes para empinar pipa, porque qualquer distração pode causar uma queda.
Longe de querer acabar com brincadeira tão incorporada na cultura e no folclore brasileiro, as empresas distribuidoras de energia elétrica se sentem na obrigação de fazer esses alertas. Muitos dos desligamentos provocados pelas pipas poderiam ter sido evitados se alguns cuidados básicos fossem adotados, como brincar somente em praças ou campos.
Todas essas preocupações podem ser multiplicadas atingindo grande parte da sociedade envolvida com o problema. É preciso uma mudança de atitude para se evitar acidentes com pipas. Com maior conscientização e respeito à cidadania, sem prejuízo da exibição de seu brinquedo ou da liberdade de lazer de toda a sociedade.
Por: Antonio Carlos Cyrino ,Diretor de Operações da CPFL
Campanha nasce no Twitter se aproxima dos 80 mil livros recebidos

Iniciativa individual de twitteiro ganha apoio de diversas pessoas, empresas e entidades e se transforma rapidamente em grande campanha nacional para a doação de livros para o Natal. Segundo o diretor de divulgação da campanha, José Luiz Goldfarb, já foram arrecadados 78 mil livros e a expectativa é que o número supere os 100 mil. "A campanha é mais um exemplo de como as redes socais que se formam no twitter podem extrapolar os limites da dimensão virtual, ganhar as ruas das cidades, fazer a diferença e transformar a realidade", afirma Goldfarb. Entre diversos exemplos, ele cita o show da cantora Maria Rita, dia 18 de dezembro, onde quem doou um livro para a campanha só pagou meio ingresso.

Mais uma ver o twitter, com seus míseros 140 toques, mostra que pode ser um poderoso aliado da cultura. De maneira informal, há pouco mais de um mês Heber Dias de Sousa passou a incentivar seus amigos do twitter a doarem livros no Natal. A proposta teve receptividade e adesão avassaladoras e logo se tornou a campanha #doeumlivrononatal. Organizada por Dias de Souza, José Luiz Goldfarb e Laura Furquim Xavier, a campanha se tornou um dos assuntos mais comentados no ambiente do twitter (em alguns dias a TAG chegou a ser a mais mencionada no twitter brasileiro) e, desde então, foi adotada por artistas, jornalistas, políticos e empresários, entre outros.

Rapidamente a iniciativa evoluiu para um projeto objetivo e consistente, com parcerias em todo o país, Muitos postos de coleta foram disponibilizados e os livros começaram a surgir - de forma surpreendente e em grande quantidade. Até agora as doações* já chegam a 78 mil livros.
Ao #_doeumlivrononatal_ se juntaram parceiros importantes, como a Fundação Abrinq, a Ong Visão Mundial e projeto "Sempre um Papo". A abrangência e legitimidade foram garantidas quando a campanha ganhou o apoio do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed), que abriu as portas das Secretarias de Estados de Educação para que os livros sejam recebidos; e da Droga Raia, que disponibilizou suas 300 filiais para a doação de livros (junto com a campanha "Passe essa história adiante. Doe um livro", da própria rede,

Segundo José Luiz Goldfarb, curador há 19 anos do Prêmio Jabuti, professor e diretor do programa de Estudos de Pós-Graduação em História da Ciência da PUC-SP, coordenador de diversos projetos de incentivo à cultura e diretor de divulgação do _doe um livro no natal, "a campanha é mais um exemplo de como as redes socais que se formam no twitter podem extrapolar os limites da dimensão virtual, ganhar as ruas das cidades, fazer a diferença e transformar a realidade".

De acordo com Goldfarb, a campanha ganha cada vez mais corpo, com o início de ações coletivas que despertem atenção para a campanha e potencializem ainda mais a doação de livros. "Esperamos chegar a 100 mil livros até o dia 23. Depois, a campanha vai prosseguir apenas nas unidades da Droga Raia, até o dia 20 de janeiro, quando deve superar os 100 mil", anuncia. E completa: "no sábado, 19 de dezembro, a cantora Maria Rita faz um show na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro onde as pessoas podem pagar meia entrada se doarem um livro para a campanha, no dia do show. E a partir desta sexta-feira, dia 18, as pessoas que comprarem uma obra nas lojas da Livraria Cultura de São Paulo, Campinas e Porto Alegre vão levar junto um cartão que incentiva a prática da doação de livros." A campanha foi produzida pela Fischer América.
Laura Furquim Xavier, coordenadora do projeto, conta que muitos dos usuários do twitter têm anexado ao seu avatar (nomes e/ou foto de identificação) o boton (twibbon) da campanha. "Já são quase mil pessoas", afirma. Os locais de coletas são encontrados no blog: http://www.doeumlivrononatal.blogspot.com - http://tr2.virtualtarget.com.br/index.dma/DmaClick?1194,16645,124887,61722,01838f80314da2ee0c45ac9ccd62d154,aHR0cDovL3d3dy5kb2V1bWxpdnJvbm9uYXRhbC5ibG9nc3BvdC5jb20v,2] (ou para contatar a campanha via twitter: @doeumlivro). José Luiz Goldfarb: "a expectativa é que a campanha supere os 100 mil livros". (Foto Abaixo).

Por: Airton Gontow, Jornalista da Gontof Comunicação. E-mail para contato: redaçã Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .
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