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O Retorno do Poderoso Chefão

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Após quase um ano “recluso” Fidel Castro (re)apareceu cinco vezes em dez dias para falar sobre suposta iminência de Guerra Nuclear entre Estados Unidos da América, Irã e Coréia do Norte. Para Castro os EUA estão muito próximos de atacar o Irã, com ajuda e Israel, e podem tomar partido na “richa” entre as Coreias, com um ataque “preventivo” à Coréia do Norte.

Essa série de ataques desencadearia uma Guerra Nuclear no Oriente Médio, mas com conseqüências para todo o Mundo. O Ex-Presidente de Cuba e Secretário do Partido Comunista Cubano teria lido uma mensagem sobre a possibilidade desses ataques e resolveu “regressar” ao convívio público.

Desde que entregou o poder ao irmão, Raul Castro, em 2006, por problemas sérios no intestino, Fidel vive “recluso”, apenas recebendo algumas personalidades devido ao seu “papel” de Secretário do Partido Comunista Cubano.

Em sua última aparição, Fidel Castro falou sobre sua preocupação com a suposta Guerra Nuclear à 115 embaixadores cubanos em Havana por mais de 1h30min neste sábado (17/07/2010). O ex-presidente cubano está com 83 anos, mas não perde a postura de quem um dia foi um dos mais polêmicos líderes do mundo.

Por: Roberto L. Barricelli ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Desfile do principal Feriado Nacional Francês com participação de militares africanos

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Hoje, 14 de julho, comemora-se na França o “Dia da Bastilha”, considerado o principal feriado do país. O evento celebra a “Queda da Bastilha” durante a revolução francesa de 1789, quando o povo de Paris destruiu a então prisão da Bastilha, incentivado por declarações do jornalista Camille Desmoulins de que as tropas reais estava prontas para desencadear uma repressão sangrenta sobre o povo da cidade.

Voltando a 2010... Participaram do desfile em meio a fortes chuvas, na Avenida Champs-Elysées, militares de 13 nações africanas ex-colônias da França; convidados pelo governo francês, que também comemoraram cinco décadas de independência.

O convite foi criticado e taxado de “nostalgia da época colonial francesa” (uma espécie de saudosismo), afirmações que foram rechaçadas pelo Presidente da França, Nicolas Sarkozy; que acenou à população de um veículo militar aberto enquanto aviões sobrevoavam Paris e “desenhavam” colunas de fumaça nas cores da bandeira (vermelho, branco e azul).

Devido à necessidade de corte de gastos causada pela crise financeira a festa no jardim do Palácio Presidencial, outro evento tradicional nesta data, foi cancelado; o que não diminui a beleza do 14 de julho francês.

Por: Roberto L. Barricelli ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Alemanha e França em uma só voz

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A Chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, tentam mostrar solidez e coesão entre os dois países; em momento de fragilidade européia, para apresentarem posição uníssona na próxima reunião do G20, no Canadá, a partir de 26 de junho.

A opinião de ambos divide-se quanto às ações em momentos de crise na União Européia, o que parece ao ser empecilho para que ambos defendam a mesma posição quanto a regulação dos mercados financeiros; tema com o qual não ficaram satisfeitos na última reunião do G20.

A suposta “coesão” é tida ela imprensa internacional como mera encenação, principalmente porque Merkel não tem obtido resultados atraentes dentro de sua própria coalizão (União Democrata-Cristã - CDU, União Social-Cristã da Baviera - CSU e Partido Liberal - FDP). A ruptura pode custar a eleição do candidato de Merkel à Presidência, o Barão Christian Wulff.

É difícil acreditar que dois governantes com diferenças tão escancaradas como Sarkozy e Merkel tenham entrado em comum acordo, repentinamente; principalmente tão pouco tempo após o presidente francês ter criticado abertamente o pacote de economia da chanceler alemã.

Devido também ao pacote econômico, Merkel recebeu o apelido de “Madame Não”, por sempre pisar no freio quando o assunto é investimento. O pacote disponibiliza 80 bilhões de euros para a economia alemã, até 2014, sendo o mais severo e criticado pacote da história do país.

Por: Roberto L. Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . Fonte: Agência Reuters.

União Européia e Microsoft entram em acordo

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Após meses do processo de quebra da lei antitruste movido pela União Européia conta a Microsoft, maior empresa de softwares do mundo, a “novela” tem seu capítulo final, com um acordo selado. Agora a Microsoft terá que garantir o direito de escolha do consumidor na hora de baixar seus navegadores de internet.

O sistema que será utilizado chama-se Choice Screen e permitirá aos usuários baixarem outros browsers além do Internet Explorer, assim como deletar este completamente da máquina se quiserem. A Microsoft está também proibida de cercear os direitos de escolha de browsers dos usuários através de contratos de exclusividade ou quaisquer meios técnicos.

O Choice Screen será disponibilizado pela Microsoft aos usuários por cinco anos, sendo que nos próximos seis meses terá que apresentar um relatório de andamento do processo de implantação do acordo e terá sua situação revista após dois anos.

O acordo e o fim do processo foram anunciados pelo representante da União Européia para políticas de competição, Neelie Kroes nesta quarta-feira (16). Os novos Pcs vendidos na zona da União Européia já terão o serviço instalado e os já existentes terão disponibilidade para baixar o “programa”, mas apenas aqueles que possuírem Windows XP, 7 ou Vista.

Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .

Silvio Berlusconi com a corda no pescoço

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A situação não está nada fácil para o Primeiro-Ministro Italiano, Silvio Berlusconi; após ter sua imunidade judicial invalidada pelo Tribunal Constitucional e dois processos contra si retomados, agora revela que já foi submetido a mais de 2.500 audiências e afirma: “Sou definitivamente a pessoa mais perseguida de todos os tempos pela justiça e na história dos homens no mundo inteiro”.

Dos dois processos reinstaurados contra Berlusconi, um trata sobre a compra de direitos de emissão televisiva para o grupo Mediaset, do qual é proprietário, e o outro diz respeito a corrupção de testemunhas.

Além de Primeiro-Ministro Italiano, Berlusconi é tido com um Imperador da Comunicação na Europa, pois é dele as maiores redes de televisão da Itália, que sem dúvida ajudaram-no em sua caminhada até o poder. Sua fortuna é a 14ª  do mundo e a  maior da Itália.

O escritor português José Saramago, Nobel de Literatura, chamou em junho deste ano Berlusconi de deliquente em seu artigo “A Coisa Berlusconi”. “Esta coisa, esta enfermidade, este vírus ameaça ser a morte moral do país de Verdi se um vómito profundo não o conseguir arrancar da consciência dos italianos, antes que o veneno acabe corroendo as veias e acabe destroçando o coração de uma das mais ricas culturas européias” e "Na terra da Máfia e da Camorra, que importância pode ter o facto provado de que o primeiro-ministro seja um delinquente?", são algumas partes do artigo de Saramago.

Soma-se a tudo isso as fotos publicadas pelo jornal “El País” de supostas orgias de Berlusconi e seu envolvimento com menores de idade. A Justiça Italiana apreendeu as fotos, tiradas por Antonello Zappadu, alegando violação de privacidade.

O Chefe de Estado Italiano processou o jornal espanhol que se defendeu em seu editorial, no qual afirmou: "O que Berlusconi está a pôr em jogo é o futuro da Itália como Estado de direito. E uma Itália que deslize pelo caminho pelo qual está a ser arrastada por Berlusconi não é só um motivo de preocupação para os italianos, mas para todos os europeus".

É! A situação realmente está complicada para o homem mais influente e rico da Itália. Se ele aguentará a pressão, e/ou até quando, antes de “largar o osso”, são as questões sem resposta; por enquanto.

Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.