
De R$2,30 para R$2,70, esse é o reajuste que a prefeitura dará para a tarifa de ônibus a partir de 4 de janeiro de 2010, para o paulistano começar “bem” o ano. Engraçado esse reajuste coincidir justo com uma época de festas, quando as pessoas estão preocupadas apenas com presentes e curtir as férias.
A Copa do Mundo ainda não começou, mas os primeiros “reajustes” já. A integração ônibus-metrô passará para R$4,00, nessas horas que agradeço por ser estudante e pagar “apenas” meia passagem. Pelo visto terei que prolongar meus estudos por uns 20 anos.
O último reajuste da tarifa do ônibus municipal ocorreu em 2006 e desde então algumas melhorias, realmente, foram implantadas; caso do bilhete único que antes dava para usar por 2 horas nos ônibus com apenas uma passagem e passou para 3 horas e o aumento da frota em quase 4 mil ônibus.
Mas ainda assim, que defasagem é essa que custa quase 18% a mais no bolso de todos que usufruem do serviço? Podemos considerar que 3 anos sem reajuste é muito quando o preço da passagem é R$2,70 (ida e volta R$5,40) e a integração ônibus metrô R$4,00 (ida e volta R$8,00), sendo o salário mínimo R$465,00?
Mas o empregador também sente no bolso, pois cada funcionário vai custar (no mínimo) R$16 a mais por mês; pode parecer pouca coisa, mas coloque isso para uma empresa com 1.000 funcionários (um Call Center, por exemplo), são R$16.000,00 a mais por mês; faça esse valor vezes os 12 meses do ano... Imagine agora o dinheiro gastado por 100 empresas igual dessas juntas.
Quantos empregos poderiam ser criados? Os impostos pesados que o empregador gasta para contratar e, principalmente, os que o trabalhador paga, já não são suficientes em um cenário onde os índices de desemprego e de baixa renda são elevados? Ao invés disso, há o risco de corte de despesas nas médias empresas e talvez até de postos de trabalho nas pequenas.
Todos esses impostos deveriam ser utilizados para criar-se um transporte público de qualidade ou incentivar com bons repasses iniciais as empresas de ônibus, ou então, serem extintos e permitir ao trabalhador usar esse “dinheiro extra” para bancar o próprio transporte mesmo que o valor seja maior e ao empregador criar mais empregos.
Como nada disso acontecerá, tenho sorte duas vezes, 1º por ser estudante e 2º porque a empresa na qual trabalho paga o meu transporte. Infelizmente, azar daqueles que não estão nessa “condição” e dos empregadores (principalmente os pequenos e médios) que pagarão ainda mais para poder oferecer um bem e direito inalienável de todos chamado emprego.
Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .'; document.write( '' ); document.write( addy_text26461 ); document.write( '<\/a>' ); //-->\n Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Foto: br.fotolia.com



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