
Pela primeira vez o Irã permitiu a visita de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) à instalação de enriquecimento de urânio, revelada mês passado, próximo à cidade sagrada de Qom, a
A revelação da “nova” instalação aumentou as duvidas do EUA e de seus aliados de que o programa de enriquecimento do Irã, ao contrário do que afirma o país, possua fins pacíficos, acirrando os temores de produção de armas nucleares pelo país.
Há também a suspeita de que o Irã só revelou a existência da instalação porque esta já fora descoberta por agências de inteligência ocidentais. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad disse que a revelação da instalação pelo Irã por vontade própria mostra que o país não tem nada a esconder e que seu programa nuclear é para fins pacíficos.
Ahmadinejad também afirmou que o Irã é alvo de um complô do EUA e de seus aliados, que fizeram uma proposta para que o urânio iraniano seja enriquecido na Rússia e na França e retorne ao país para ser utilizado no fornecimento de energia, não sendo possível sua aplicação para fabricação de armas nucleares.
O complô mencionado é de que o EUA utilizaria a unidade descoberta como “prova” de que o Irã desenvolve seu programa nucelar em segredo, o que não foi possível por causa da revelação do local, chamado de Fordo, pelo próprio país.
Se Teerã disser “não” à proposta da ONU o Irã pode sofrer mais sanções por parte de EUA e aliados, que retornariam às “negociações”. Os parlamentares iranianos já demonstraram insatisfação com a proposta, principalmente pelo envio do urânio para outros países. No entanto o país sinalizou que há possibilidade de assinar o acordo até o fim dessa semana.
Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.



