
O Irã testou um míssil capaz de atingir Israel e as bases Estado Unidenses no Golfo Pérsico nesta última quarta-feira (16 de dezembro). O Governo do Estados Unidos alegou que o teste do míssil, conhecido como Sejil 2, deve ser encarado com seriedade pelas demais nações e que é contraditório às alegações do Irã de que seu programa nucelar possui fins pacíficos.
Se depender do Primeiro-Ministro Britânico, Gordon Brown, novas sanções contra o programa nuclear iraniano deverão ocorrer. Tanto Inglaterra como EUA apóiam sanções contra empresas estrangeiras que forneçam gasolina ao Irã.
No entanto essa “tática” de prejudicar o fornecimento de gasolina ao Irã como forma de sanção não parece abalar o país, que informou através de um alto funcionário para questões energéticas que nem essa sanção e nem as possíveis restrições às importações iranianas de gasolina surtirão qualquer efeito, pois “o Irã possui uma vasta lista de fornecedores”.
Segundo o contestado Presidente Iraniano, Mahmoud Ahimadinejad, “...a nação iraniana tem muitos inimigos, mas não precisa de uma bomba atômica para se defender”. Ahimadinejad ainda afirmou que “as armas nucleares não conseguiram salvar a União Soviética do colapso. O Irã se opõe a armas atômicas e apoia o desarmamento nuclear".
A questão deverá ser encaminhada no começo de 2010 ao Conselho de Segurança da ONU e um grupo de seis países – EUA, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha - analisarão quais serão as medidas tomadas para “conter as ambições nucleares iranianas”; Teerã nega qualquer ambição que não seja de cunho pacífico.
Por: Roberto Lacerda Barricelli. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .



