Você entra em um site qualquer sobre saúde e já aparece centenas de ofertas de remédios para emagrecer, dietas, shakes, moderadores de apetite. Então muda de idéia e resolve conferir seu e-mail, ao abrir, mais uma enxurrada de spams vendendo Viagras, Cialis e vários outros comprimidos para impotência, realmente desanimador. Vai para o Orkut, chegando lá, mais spams, que ofertam desde de medicação controlada até anabolizantes.
Mas calma! Essa realidade está prestes a mudar. Através da Resolução RDC 44/09 da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que entra em vigor em 18 de fevereiro de
Bezerra também revela que será estritamente proibida a venda de medicamentos controlados por telefone ou pela Internet. Alem disso, apenas as farmácias e drogarias que possuam sites registrados no Brasil, isto é, com terminação “.com.br”, poderão oferecer serviços online.
Esta medida é uma resposta ao grande número de remédios falsificados e adulterados que são vendidos clandestinamente no país todos os anos. Embora não haja uma estatística nacional atualizada sobre o assunto, a Organização Mundial da Saúde(OMS) estima que 10% dos medicamentos existentes no mundo são falsos, sendo que em alguns paises o número pode aumentar para 20%.
Atenta a esta realidade a Anvisa já atua no monitoramento da Internet, investigando e desativando site que agem de forma irregular, seja na venda de medicação controlada sem prescrição médica ou pela oferta de produtos farmacêuticos adulterados. Exemplo disso é que, só este ano, foram realizadas mais de 50 operação em parceria com a policia federal no combate ao tráfico de medicamentos, que resultou na prisão de 155 pessoas e na apreensão de centenas de toneladas de remédios impróprios para o consumo.
Contudo, a venda de remédios pela Internet também tem seus lados positivos, quem alerta é o Vice-Presidente do Departamento de Clinica Médica da Associação Médica de Minas Grais, Dr. Ângelo Pimenta Macedo, “Além da comodidade, os produtos farmacêuticos vendidos na Web, por serem geralmente mais baratos, forçam as drogarias e farmácias tradicionais manterem os preços dos produtos mais baixos”.
Macedo também ressalta que o ideal é comprar pela Internet apenas os medicamentos que o usuário já tem familiaridade e, de preferência, em sites de empresas conhecidas, que têm um nome a zelar. Agindo assim as chances de se comprar um remédio falso ou adulterado são bem menores.
Por: Bruno Zanette, Jornalista. Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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