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MDS pesquisará situação nutricional de comunidades quilombolas

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O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome (MDS) fará pesquisa sobre a situação de segurança alimentar e nutricional de comunidades quilombolas. O objetivo do estudo é avaliar o perfil nutricional de crianças menores de 5 anos, a situação de segurança alimentar e nutricional, o acesso aos serviços, benefícios e programas governamentais das famílias e descrever o perfil socioeconômico das comunidades remanescentes de quilombos tituladas.

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O levantamento será realizado em 173 comunidades quilombolas que obtiveram título de posse coletiva da terra emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ou por órgãos oficiais estaduais (entre 20 de novembro de 1995 e 14 de outubro de 2009). Os pesquisadores também conhecerão os dados antropométricos de todas as crianças menores de 5 anos. “O MDS conta com as importantes parcerias da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Incra, da Fundação Palmares e do Ministério da Saúde para a realização do estudo”, explica Cristiane Pereira, servidora do Departamento de Avaliação do MDS.

Metodologia – Serão coletados dados quantitativos por meio de três questionários estruturados referentes à comunidade e seus equipamentos públicos, ao domicílio e às crianças. Segundo Cristiane Pereira, em cada comunidade, todos os domicílios visitados e equipamentos públicos disponíveis serão georreferenciados e codificados com o uso de aparelhos eletrônicos que operem no Sistema de Posicionamento Global (GPS).

O MDS já programou oficinas de sensibilização e mobilização das lideranças quilombolas. Essas reuniões ocorrerão no dia 22 e 29 de novembro, em Brasília e São Luis, respectivamente. Outras duas estão agendadas para 6 e 8 de dezembro, em Belém e Santarém, no Pará.

Dados – A Chamada Nutricional Quilombola realizada em 2006 apontou a existência de aproximadamente 50% das crianças em risco de déficit nutricional, dentre as quais a desnutrição crônica vinha provocando retardo de crescimento em 15%. Entre as comunidades quilombolas, menos de 30% dos domicílios eram atendidos por serviços públicos de água e esgoto ou dispunham de fossa séptica e 58,5% das residências não possuíam banheiros.

Quanto ao acesso a serviços e programas sociais, o estudo detectou os seguintes percentuais: 51,7% das famílias recebiam o Bolsa Família/Bolsa Escola ou Bolsa Alimentação; 6,5% ganhavam cestas de alimentos; 1,6% eram atendidas por ações estruturantes/instalação de equipamentos; 3,8% eram beneficiadas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti); 2,3% recebiam o Benefício de Prestação Continuada (BPC); 3,2% foram beneficiadas pelo projeto Cisternas e 8% foram atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar modalidade leite (PAA-Leite).

Pesquisas – A Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação do MDS é responsável pela avaliação e pelo monitoramento de políticas, programas, ações e serviços executados pelo ministério. Essas atividades são realizadas por meio do Sistema de Avaliação e Monitoramento, que engloba a produção de indicadores para acompanhar a execução dos programas, o desenvolvimento de ferramentas computacionais para o tratamento das informações, além de estudos e pesquisas realizados em parceria com instituições públicas e privadas que avaliam a execução e os resultados dessas ações.

Para realizar os estudos, o MDS promove licitações. O processo licitatório – para a pesquisa nas comunidades quilombolas está em andamento, em cooperação técnica com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

O prazo para recebimento das propostas das empresas interessadas em participar da Chamada Nutricional termina no dia 10 de agosto. Para se candidatar, as instituições devem retirar o edital, com o termo de referência, no site do Pnud (http://www.pnud.org.br/licitacoes) e apresentar propostas de acordo com as especificações definidas no edital. Podem participar empresas, instituição de pesquisa, fundação ou consórcio de instituições.

Por: Fernanda Souza e Fernanda Lattarulo.

Divulgação: Assessoria de Comunicação do MDS.

Hipertensão Arterial atinge mais de 60% dos idosos

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idososUm mal que atinge boa parte da população e se não for tratado pode causar sérias complicações, a Hipertensão Arterial Sistêmica ou popularmente conhecida como pressão alta, representa um dos principais fatores de risco cardiovascular. A hipertensão arterial explica 40% das mortes por acidente vascular cerebral e 25% daquelas por infarto do miocárdio, conforme alerta o cardiologista Fernando Abrão Adura, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André.

A patologia também pode causar outras complicações como insuficiência renal, insuficiência cardíaca e perda da acuidade visual, além disso, a mortalidade por doenças cardiovasculares aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial, a partir de 115 x 75 mmHg.

Diversos fatores podem levar a doença, uma vez que a pressão arterial sobe linearmente com a idade atingindo mais de 60% das pessoas idosas. As principais causas são as dietas ricas em sal, sedentarismo e obesidade, além da genética individual. Outros fatores potencialmente reversíveis também podem levar à hipertensão, como o uso de antiinflamatórios, anticoncepcionais, problemas de tireóide e abuso de alcoól.

Segundo o especialista, a hipertensão pode não apresentar sintomas, o que dificulta o diagnóstico precoce. “A avaliação periódica com o cardiologista é de extrema importância, independente da presença de sintomas. Atenção especial deve ser dada para os pacientes com fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas, orienta o médico.

hipertensao-medidorAlgumas situações como dores e alterações emocionais (crises de ansiedade e pânico, por exemplo), elevam transitoriamente a pressão arterial e não devem ser consideradas para diagnóstico da doença. Também existem pessoas que a pressão arterial sobe pelo fato de estarem em ambiente médico, também conhecida como hipertensão do jaleco branco, muitas vezes está relacionada ao perfil de ansiedade do paciente e independe de sua vontade.

Para o diagnóstico e diferenciação entre hipertensão e hipertensão do jaleco branco é recomendado o exame de Monotorização Ambulatorial da Pressão Arterial (M.A.P.A), que permite registrar o valor da pressão arterial do paciente durante 24 horas e calcular a média.

Alguns outros exames podem ser necessários para o acompanhamento dos hipertensos, como eletrocardiograma, ecodopplercardiograma, teste ergométrico e holter 24 horas. O tratamento inclui mudanças de hábito como dieta e atividade física regular, além de medicações de uso contínuo. O acompanhamento regular com o cardiologista é fundamental para avaliar a eficácia do tratamento, além de prevenir e tratar as possíveis complicações.

Por: Marli Popolin e Luciana Ponteli; da MP & Rossi Comunicações ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Homens são alvo do câncer de pele, afirma especialista

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protetor-solarQuando o assunto é pele as mulheres saem na frente. Vaidosas, fazem questão de usarem todas as fórmulas inovadoras que protegem do sol. Já os homens, principalmente aqueles mais machistas, sequer lembram os nomes e os fatores indicados no uso do bloqueador solar.

Porém, é bom o público masculino ficar atento. Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de pele é o tipo mais comum no país, chegando a 25% dos tumores malignos registrados. A incidência é ainda mais comum nos homens do que o câncer de próstata, que ocupa o segundo lugar nas pesquisas.

A dermatologista Adriana Cristina Caldas, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma: “Os homens são muito mais propensos ao câncer de pele do que as mulheres por não fazerem uso diário de protetor solar e também pela exposição diária ao sol, seja nos momentos de lazer ou de trabalho. Embora os homens sejam beneficiados, por terem uma pele mais oleosa por conta da testosterona e consequentemente mais hidratada, muitos não sabem da importância do filtro solar no dia a dia”.

A médica explica que quando o homem sai pra fazer uma caminhada, não tem o hábito de passar o filtro solar, outros até usam quando vão à praia, mas esquecem de se proteger antes de trabalhar ou até mesmo antes de enfrentar horas no trânsito. É preciso se acostumar e usar o filtro solar todos os dias antes de sair de casa. “Eles esquecem que as orelhas, carecas e até mesmo a face, ficam em maior exposição e são hipersensíveis aos raios ultravioletas”, diz Adriana Caldas.

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Prevenção

Evitar o sol das 10 às 16hrs, usar roupas que protejam o corpo, calças e camisas de manga longa e mais folgadas, que dão uma sensação mais arejada ao corpo são atitudes mais indicadas e ideias a serem adotadas na rotina. Bonés e chapéus também são importantes na proteção da cabeça. Usar protetor solar com fator de proteção solar 15 meia hora antes de sair de casa, mesmo em dias nublados, é essencial pois as nuvens não protegem totalmente dos raios solares.

Sobre a Dra. Adriana Cristina Caldas

Dermatologista, especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e do Grupo Brasileiro de Melanoma e colaboradora da equipe de Dermatologia do Hospital de Base de Rio Preto.

Por: Thiago Guimarães ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

Hepatite C – Doença Negligenciada

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hepatite-cSegundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de infectados com as hepatites B e C.

Estima-se que um dos maiores desafios da área de saúde pública brasileira nos próximos anos será o crescimento dos transplantes hepáticos consequentes das hepatites crônicas.

Segundo estatísticas oficiais, existem atualmente no Brasil mais de 5,5 milhões de cidadãos infectados com as hepatites B e C. O número, por si só, já preocupa, mas há um agravante: 95% dessas pessoas desconhecem que estão doentes. A falta de conhecimento contribui para que a doença evolua para um quadro clínico de cirrose e câncer de fígado. Se tratada em tempo, a hepatite C tem cura em mais de 60% dos casos.

Um em cada quatro desses brasileiros, se não diagnosticado, estará perdendo, em média, 17 anos da sua vida. Nesses casos, as mortes relacionadas a problemas decorrentes das hepatites ocorrem com, aproximadamente, 56 anos de idade. Atualmente, 1 em cada 350 pacientes infectados com hepatite C recebe algum tipo de tratamento e, no caso da hepatite B, o índice é ainda pior, pois somente um em cada 900 pacientes infectados recebe tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 1988, o SUS tem como objetivo universalizar os serviços relacionados à saúde da população. Contudo, mesmo completando mais de duas décadas de implantação, o SUS ainda tem problemas a serem equacionados. Entre os seus maiores déficits, estão a falta de diagnóstico das hepatites e os tratamentos obsoletos e pouco eficazes. Há também quem seja diagnosticado, mas encontra dificuldades no SUS para ser tratado.

hepatite-c2Outro ponto a se discutir é o estigma que envolve os pacientes com hepatite. As pessoas tendem a achar que apenas drogados e promíscuos estão entre os infectados. Se você não se encaixa nesses perfis, achará que não tem a necessidade de fazer o teste, pois não corre riscos.

O maior número de infectados se encontra na faixa entre 35 e 50 anos. A média de idade do grupo de risco se explica pela formação médica, já que os profissionais dos anos 90 não estudaram a enfermidade, que não apresenta sintomas, dificultando assim o seu diagnóstico. Antes de 1993, a forma mais comum de contágio era pela transfussão, quando as bolsas de sangue não passavam por checagem de hepatite.

Motivo de discussões há tempos, em ano de eleição os questionamentos sobre a saúde pública são ainda mais pertinentes. Como representante de milhões de infectados e seus familiares e falando em nome do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, pergunto aos presidenciáveis: qual será sua proposta de governo para tratar da questão do diagnóstico e tratamento das hepatites B e C? Já está mais do que na hora de nossos representantes olharem para essa doença que afeta cada vez mais brasileiros.

Por: Carlos Varaldo; Presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite.

Bolsa Família é tema do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional

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bolsa_familia_baixaO Programa Bolsa família, um dos principais mecanismos de transferência de renda do Governo Federal, foi tema de oficina de trabalho do Fórum Brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional (FBSAN), nesta quarta (28), em Brasília. Criado em 1998, o fórum é uma articulação de entidades, movimentos da sociedade civil organizada, indivíduos e instituições que se ocupam da questão da segurança alimentar e nutricional.

O encontro, no Centro Cultural de Brasília, que termina na manhã desta quinta (29), teve participação da secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Lúcia Modesto. O MDS coordena o Programa Bolsa Família.

A oficina é uma preparação para a plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) em outubro, sobre o Bolsa Família. Lúcia Modesto apresentou um panorama geral do programa, que beneficia atualmente (dados de julho) 12,5 milhões de famílias com repasse mensal de R$ 1,1 bilhão. Pesquisas do MDS mostram que os recursos recebidos são destinados pelas famílias principalmente à aquisição de alimentos. Em segundo lugar estaria a compra de material escolar, seguida de medicamentos e vestuário.

O diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Francisco Menezes, reforçou as informações, destacando detalhes de pesquisa feita pela entidade entre 2006 e 2008: 87% das famílias beneficiadas pelo programa afirmaram usar os recursos recebidos para adquirir alimentos, 46% para a compra de material escolar e 37% para medicamentos. Segundo ele, 72% dos responsáveis pelas unidades familiares beneficiadas afirmaram que aumentou a quantidade de alimentos servidos em sua mesa.

Por: Rogéria de Paula ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ).

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